Aceleramos o Kia Cadenza 3.5 V6

                                                                                                                                       Quem diria que o sucessor do Opirus (imitação ruim de Mercedes) ficaria tão bom como os melhores alemães?

Hairton Ponciano Voz // Fotos: Fabio Aro

O Kia Cadenza tem cinco anos de garantia e preço inicial de R$ 119.900
Assim que percebe a aproximação do dono, o Cadenza aciona as luzes na maçaneta e no retrovisor. Para entrar, basta apertar o botão e puxar a porta, sem uso da chave – que também não é necessária para ligar o motor. É só pressionar o botão de ignição que a máquina acorda, sem nenhum alarde e com muito silêncio. Enquanto isso, o banco e a direção (que estavam recuados, para facilitar o acesso do motorista) retornam à posição memorizada.

Andando, o Cadenza continua a surpreender. A dobradinha formada pelo motor 3.5 V6 (290 cv) e pelo câmbio automático de seis marchas é uma das melhores duplas de ataque da atualidade. Apesar dos 4,96 metros e dos 1.575 kg, na pista o Cadenza fez 0 a 100 km/h em 7,5 segundos – com louvor. Nas arrancadas, o modelo sai fritando os pneus dianteiros por uns bons metros, num comportamento tanto feroz como incomum para um carro automático, e que em nada lembra a docilidade de um sedã de luxo. Mesmo sendo maior e mais equipado que o antecessor Opirus, o Cadenza é 130 kg mais leve, o que também explica a agilidade.

O acabamento é bom e a ergonomia agrada. Tudo o que aparece na foto é de série
O Kia Cadenza chegou lá. E “lá” é onde se encontram os modelos alemães. A montadora coreana caprichou no sucessor do Opirus (uma imitação barata e ruim do Mercedes Classe E). O novo modelo empolga em estilo, acabamento, refinamento e desempenho. Além disso, tem garantia de cinco anos e preço competitivo: custa R$ 119.900, ou R$ 124.900 com teto solar panorâmico.

A sedução começa pelo estilo. A frente ostenta para-choque de desenho esportivo, com linhas retas e entrada de ar trapezoidal. O uso de leds nos piscas reforça a modernidade do projeto, assim como o formato dos faróis de xenônio. Visto de lado, o modelo lembra bastante o Kia Optima, principalmente por causa do recorte do vidro da porta traseira. O Cadenza, porém, é 12 cm maior. Além disso, tem rodas mais elegantes que as do Optima. A traseira lembra um pouco o BMW Série 3, especialmente por conta do formato das lanternas. Além de bela, a criação de Peter Schreyer, chefe de design da Kia, ainda resultou em baixa resistência aerodinâmica (Cx 0,29).

Os controles se encontram no painelCom a porta aberta, o sedã revela a palavra “cadenza” iluminada na soleira. Acho que a Kia usou a iluminação de forma moderada e conseguiu transmitir sensação de requinte com o recurso. Com um pouco mais de luz, a boa ideia resvalaria no lado brega.

Se a luz na soleira pode dividir opiniões, o modelo traz soluções bem práticas. Caso da tela traseira de acionamento elétrico: se ela estiver fechada e o motorista engrenar a ré, a tela automaticamente baixa, e volta a subir quando o carro for para frente. Além disso, a imagem da câmera de ré aparece no espelho retrovisor (como no Soul).

Sabe aquela sutil iluminação azulada existente no interior dos BMW, que serve para clarear suavemente o console? Pois no Cadenza ela também está lá. Quer mais um ponto forte? O sistema de som pode ser controlado do banco de trás, por meio das teclas no apoio de braços central. O entre-eixos de 2,84 m garante bom espaço na traseira – condição fundamental para um veículo que aspira entrar no mundo executivo. Afinal, o Cadenza tem o porte do primo Hyundai Azera.

O Kia Cadenza de 4,96 m tem lanternas de led e faróis de xenônio. O teto paronâmico é o único opcional
Andando, o modelo empolga. Em rotações médias, o motor funciona silenciosamente, com mínima intervenção na cabine – a menos que o motorista queira ouvir a máquina. Nesse caso, o V6 se manifesta em forma de uma agradável sinfonia, e o Cadenza – apesar do porte e do estilo – se transforma em esportivo. Além do 0 a 100 km/h bem convincente, o Cadenza fecha o primeiro quilômetro a 195,2 km/h, partindo da imobilidade. Fui buscar parâmetros e enc
Fonte: Auto Esporte