Apesar da crise, Detroit anuncia quase 60 estréias

13/11/2008 – Anelisa Lopes

Mesmo com a ausência de diversas marcas, em razão da crise globalizada e, conseqüentemente corte de gastos, a próxima edição do Salão de Detroit, em janeiro, promete 58 estréias de modelos – sendo 44 mundias e 14 norte-americanos -, conforme anunciado pelo próprio site do salão, que foi reformulado recentemente.

O curioso é que na vinheta de abertura do site, os modelos apresentados, utilitários de grandes dimensões e superesportivos, são justamente aqueles que têm estado fora de moda no mercado norte-americano e são os causadores de perdas entre algumas marcas. Nesta semana, em entrevista à publicação Automotive News, Rick Wagoner, presidente mundial da anfitriã do salão, a GM, fala justamente sobre a preocupação com a marca de jipes Hummer e sobre a dificuldade de avaliar como estará a montadora daqui a seis meses.

Na entrevista, o CEO da empresa avaliou a importância da ajuda do governo norte-americano e da manutenção dos investimentos em tecnologia, na China e nos países do Leste Europeu. O Chevrolet Volt é uma aposta da marca em um mercado que, em um passado gloriosos, ostentava o seu logotipo em um de cada dois carros nos Estados Unidos.

Por aqui, o discurso da Chevrolet é otimista. Apesar disso, grande parte da linha de modelos da marca teve reajuste. O recém-chegado Captiva, por exemplo, cujo preço seria mantido, segundo um executivo da marca durante o Salão do Automóvel, foi de R$ 92.900 para R$ 94.850. Em outubro, o vice-presidente José Carlos Pinheiro Neto, em uma campanha televisiva, garantiu juros de 0,99% ao mês para os modelos Astra, Prisma, Classic e Corsa. Resta saber se a vantagem continuará daqui para a frente.

Fonte: I Carros