As contradições exibidas no Salão de Genebra

O Salão de Genebra, que abre as portas ao público hoje, escapou de boa parte dos efeitos da crise que esvaziaram outras exibições similares este ano, como a de Detroit, Tokyo, Barcelona e Buenos Aires. Leia a manchete do Estadão de hoje no caderno de economia: ‘Salão ignora crise e aposta no luxo”.

O evento, no entanto, está longe de ser um oásis na crise que arrasou a produção em quase todos os mercados globais (o Brasil fora disso, claro). Nos bastidores há uma grande apreensão, com as atenções voltadas para o impasse que se agrava principalmente no mercado norte-americano onde as vendas caíram a metade em fevereiro.

Com 130 lançamentos, cenários surrealistas diante da situação do planeta automotivo e muito luxo, o salão de Genebra mostra também as tecnologias do futuro próximo, exibindo dezenas de carros híbridos e elétricos em forma de conceitos, protótipos ou veículos que estão entrando em produção.

Enquanto a General Motors agoniza nos Estados Unidos e tenta equacionar a situação de suas subsidiárias européias sem dinheiro para manter as operações, seu modelo Insignia foi eleito o Carro do Ano de 2009 no salão. A Opel apresentou o Ampera, uma versão do híbrido Volt, que a GM prefere chamar de elétrico, pelo fato da tração ser feita por meio de motores elétricos. As baterias são carregadas, em movimento, por motor a combustão.
Fonte: Automotive Business