Atacando o custo da não-qualidade em autopeças

Letícia Costa, vice-presidente da Booz & Company, destacou durante o simpósio Tendências, da SAE Brasil, dia 1º de setembro, em São Paulo, que o crescimento acelerado no Brasil gerou um estresse na cadeia de suprimentos para atender o mercado. Para evitar gargalos, os fabricantes elevaram os investimentos no aumento da capacidade. “Um dos principais desafios no momento é diminuir bastante o custo da não-qualidade, que representa quase 2% do faturamento de R$ 75 bilhões no setor de autopeças”, alertou. André Nascimento, presidente da Plascar, também falou sobre qualidade na produção: “Atacamos o problema de frente, promovendo sessões diárias sobre o tema na empresa”, disse. Flavio Del Soldato, presidente da Usiparts, ressaltou que o setor está preparado para atender a alta demanda e prevê um menor ritmo nas linhas de montagem. “Essa pseudo-crise que teremos agora será útil para resolvermos os problemas de competitividade, já que teremos de conviver com um crescimento de 5% ao ano”, afirmou.
Fonte: Automotive Business