Audi Q7 3.0 T: mosca branca


Agora com motor V6 sobrealimentado, jipão de luxo é rápido, mas continua a ser figura rara nas ruas

Carlos Guimarães//Fotos: Fabio Aro

Audi Q7 3.0 V6: motor sobrealimentado de menor cilindrada no lugar do V8 4.2 aspirado para diminuir o consumo Confesso que a última vez que havia visto um Audi Q7 foi quando o ex-Beatle Paul McCartney esteve no Brasil, em novembro do ano passado. O gigantesco utilitário esportivo foi o carro usado para levar o cantor no curto trajeto entre o hotel onde estava hospedado e o estádio do Morumbi, em São Paulo. Difícil de ser visto no Brasil, o carro chega à linha 2011 apenas com o novo motor 3.0 V6 com compressor mecânico, que entrou no lugar do 4.2 V8 aspirado. Ao contrário do motorista que dirigiu o carro de Paul, consegui avaliar o jipão de luxo por um trecho bem mais longo. Levei o Q7 para Bertioga, no litoral norte de São Paulo.

Com interior confortável, o Q7 transportou Paul McCartney de seu hotel ao Morumbi, durante a vinda do cantor ao BrasilA troca do V8 pelo V6 comprimido (cujo bloco de alumínio pesa apenas 33,1 kg) veio para dar um alívio ao motorista na hora de abastecer o tanque de 100 litros. É a tendência do “downsizing”. Ele permitiu andar com o Q7 (2.315 kg e 5,1 metros) a 120 km/h a apenas 2.000 rpm, com o silêncio de uma limusine de luxo e consumindo em torno de 15% menos. O que ajuda bastante nesta economia é o câmbio automático de oito marchas, com dupla personalidade, assim como o motor.

Pise de leve no pedal da direita e terá um carro silencioso, equipado com uma confortável suspensão a ar. Nessas condições, o consumo fica na média de 8,1 km/l, conforme apontou o computador de bordo. Ou então afunde o pé e leve um coice dos 333 cavalos ouvindo o ronco borbulhante do V6. Nesse caso, ele pode ir de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos e alcançar 243 km/h, promete a Audi.

Gostou? Pena que este grandalhão não cabe em qualquer vaga e precisa de atualizações, como um sistema de som com entrada USB e freio de estacionamento eletrônico no lugar do antigo acionado por pedal. Somem-se a isso os R$ 320 mil exigidos para tê-lo na garagem e já começa a ficar claro por que é que é tão difícil encontrar um Q7 por aí.

Com poucas mudanças visuais desde o lançamento, o jipão de luxo perde no quesito apelo visual para rivais como o Porsche Cayenne
Fonte: Auto Esporte