BMW M3 Sedan: rapidez com conforto

BMW 3 Sedan com câmbio sequencial DCT                                                                                                  Demos uma volta no esportivo de quatro portas e com o novo câmbio DCT

Karl Funke, DA MOTOR TREND/NEW YORK SYNDICATE

O câmbio manual como conhecemos está se tornando algo dos dinossauros da era glacial? Confesso que sou um aqueles caras lúdicos que, com o acesso às transmissões seqüenciais em grande escala (o que foi ajudado pela Volkswagen, com o câmbio DSG), parece que falar desse equipamento como se fosse algo espetacular é algo como responder uma pergunta que ninguém fez, ou como diz o provérbio, consertar o que não foi quebrado. Mas depois de ter dirigido o BMW M3 Sedan com o novo câmbio seqüencial DCT, eu não tenho tanta certeza disso.

Essa caixa seqüencial é a última que apareceu, depois que a Porsche mostrou o PDK. Depois de ter experimentado os dois, não tenho dúvida em dizer que ainda prefiro meu 911 com câmbio manual. Mas, o M3 que testei tinha que vir com o DCT de qualquer jeito. E considero praticamente impossível dizer qual deles é o mais rápido ou tem melhor funcionamento, levando em consideração apenas a parte mecânica.

Se for levar em conta a ergonomia, o câmbio da BMW é melhor, já que a marca sediada em Munique incluiu hastes bem práticas atrás do volante. A da esquerda reduz as marchas e a da direita passa uma marcha adiante. E a alavanca no console central – que parece ter sido desenhada pelo pessoal da Pixar – funciona como num carro de corrida: para frente reduz e para trás avança. A Porsche fez isso ao contrário.

O DCT é o substituto do criticado sistema SMG. Eu faço parte da minoria. Isso porque o problema é que algumas pessoas achavam que ele poderia se comportar como um automático convencional, quando na verdade ele foi feito para quem dirige de maneira esportiva, trocando as marchas manualmente. Mas o DCT consegue atender a todo tipo de público. Porém, tem um funcionamento um pouco mais suave quando usado no modo automático. Não é tão sutil quando uma caixa com conversor de torque, mas funciona bem. E quando você começa a pisar fundo e trocar as marchas por sua conta, ele começa a fazer todo o sentido.

Fonte: Auto Esporte