BMW sobe nível e preços do novo X1

 Modelo cresceu e ficou mais parecido com um SUV. Será montado em AraquariPEDRO KUTNEY, ABChega este mês às 48 concessionárias da BMW no Brasil o novo X1, o menor da linha de utilitários esportivos da fabricante alemã e até agora o segundo modelo mais vendido pela da marca no mercado brasileiro, com 2,7 mil unidades emplacadas em 2015, ou 17% do total comercializado no ano. O X1 foi completamente reformulado e lançado na Europa com a nova plataforma em setembro do ano passado. O trabalho foi feito para colocar o carro em patamar um pouco mais elevado em relação aos seus principais concorrentes, como Mercedes-Benz GLA e Audi Q3. Com isso, o veículo cresceu principalmente em espaço interno, mas também no preço, que na versão mais simples, a sDrive 20i GP, agora parte de R$ 166.950, cerca de R$ 10 mil acima da geração anterior. Agora o X1 é oferecido aqui em três versões antes eram duas e a diferença de valores é ainda maior nas duas opções de topo, a sDrive 20i X-Line, por R$ 179.950, e a xDrive 25i Sport, R$ 199.950 – até dezembro passado o máximo pedido não chegava a R$ 150 mil. Segundo a BMW, o substancial aumento decorre principalmente da mudança de patamar do modelo, mas a acentuada alta do dólar também afeta diretamente o preço. Os primeiros X1 que chegam agora vêm importados da Alemanha, mas a pré-venda com encomendas antecipadas foi iniciada em meados de dezembro leia aqui. Em março a BMW começa a montar o SUV em sua fábrica brasileira de Araquari SC, como já acontecia com a versão anterior do modelo. Mesmo assim, a empresa alega que os preços não abaixam porque quase todos os componentes são importados e assim o câmbio continua pressionando os custos para cima. Por isso as expectativas são de, no máximo, manter o mesmo volume de 2015. “Repetir as vendas do X1 em 2016 já seria um ganho, porque o modelo agora está em nível acima dos concorrentes e subiu de preço”, avalia Martin Fritsches, diretor de vendas do BMW Group Brasil. Segundo ele, a linha de SUVs ou SAVs, de Sport Activity Vehicle, como prefere chamar a BMW representou perto de 30% das vendas totais de 15,8 mil unidades em 2015 e o X1 respondeu por cerca de 60% dessa fatia. “Essa proporção tende a se repetir este ano e o X1 deve continuar sendo o nosso segundo carro mais vendido aqui”, diz Fritsches. MAIS SUV, MENOS CROSSOVERNovo design deixou o BMW X1 mais parecido com um utilitário esportivo. Conjunto ótico ajudou a refinar as formas do SUV. Após criar o segmento SAV em sua linha de produtos e vender 740 mil unidades do X1 no mundo 17 mil deles no Brasil desde o lançamento do modelo em 2009, na primeira renovação que faz do carro a BMW define que o X1 agora está mais SUV e menos crossover – como são chamados os automóveis que mesclam características de perua com carroceria mais parruda e elevada do solo. Em meio à bagunça que essas definições se tornaram, pode-se dizer que o novo design um tanto quanto mais imponente está mesmo mais para o lado SUV, graças à adoção da nova plataforma maior e mais robusta. Com algumas qualidades caraterísticas dos SUV, em comparação à sua primeira geração o X1 está 5,3 cm mais alto, para 1,6 m, e 2,3 cm mais largo, 1,82 m. Como consequência, a posição de dirigir subiu 4 cm, garantindo maior visibilidade. A área envidraçada também aumentou. O espaço para quem viaja atrás foi ampliado e o vão entre as pernas e o encosto dos bancos dianteiros tem agora distância 7,4 maior. O porta-malas seguiu a mesma tendência e acomoda 85 litros extras, passando a 505 litros de capacidade pode alcançar 1.505 litros com os bancos traseiros rebatidos. Mas o novo X1 está longe de ser um trambolho, é um SUV compacto mais espaçoso, que manteve as vantagens de um crossover, com agilidade e desempenho bastante esportivo. A nova plataforma
Fonte: Automotive Business