BMW X6 ameaça padrão de híbridos

BMW X6 Active Hybrid
Andamos no crossover ecologicamente correto e com fôlego de esportivo

Jason Cammisa, The New York Times Symdicate

A BMW tem um problema: a pretensiosa clientela de South Beach, em Miami, que adora as impraticáveis picapes de 70 mil dólares e quatro assentos (aquelas com motores V8 biturbo de 400 cv) pode um dia começar a se preocupar com economia de combustível. Eles poderiam colocar um X5 a diesel em suas garagens de mármore se as coisas práticas não fossem tão desinteressantes.

Conheça, então, o ActiveHybrid X6, uma grande solução para um grande dilema de novos-ricos repentinamente conscientes com relação ao meio ambiente. Estamos usando a palavra “grande” porque a idéia de um BMW híbrido tem um grande problema: todas as desvantagens de um sistema híbrido completo (a estranha sensação não-linear dos freios, a direção elétrica que parece artificial, a falta de relações de marchas fixas) travam um duelo equilibrado com as virtudes de Máquina de Dirigir Suprema que fizeram da BMW um sucesso.

Mas note que nós também usamos a palavra “solução”. O X6 prova que, com alguma engenharia criativa, os híbridos não precisam ser menos envolventes que seus equivalentes que só rodam com gasolina.

X6 pode desligar o motor V8 em velocidades de até 60 km/h e andar até 2,5 km apenas com o motor elétricoPara evitar cair nas armadilhas comuns aos híbridos, o ActiveHybrid X6 usa alguns truques novos. Primeiro, ele utiliza o sistema híbrido de dois modos que a marca alemã desenvolveu em parceria com General Motors, Chrysler e Mercedes-Benz. Como os outros veículos que usam esse equipamento, o X6 tem quatro relações fixas de marchas e duas relações continuamente variáveis a partir de engrenagens planetárias e dois motores elétricos. Enquanto a maioria das aplicações de dois modos alterna entre relações fixas e continuamente variáveis, a BMW programou o sistema do X6 para emular um câmbio automático convencional de sete velocidades, com uma oitava relação usada apenas quando se desce ladeiras em ponto morto.

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As marchas fixas fornecem as relações ímpares, enquanto as pares vêm das engrenagens planetárias reguladas pelos motores elétricos. Juntamente com a curva de torque nivelada do V8 biturbo, esse sistema proporciona uma excelente combinação de aceleração e economia.

O segundo truque da BMW é eliminar a estranha sensação do pedal que ocorre quando o sistema de frenagem dos híbridos distribui as tarefas de desaceleração entre os motores elétricos e as pastilhas de freio. Para isso, o X6 usa um sistema eletrônico, o que significa que o pedal de freio é basicamente apenas um interruptor elétrico. Ele nos enganou completamente – não parece nada diferente do pedal de freio de qualquer outro BMW e facilmente dá ao X6 a melhor sensação entre todos os híbridos em circulação.

O X6 pode desligar o motor V8 em velocidades de até 60 km/h e pode andar até 2,5 km apenas com o motor elétrico. O sistema é muito propenso a manter o motor a gasolina desligado no trânsito urbano, ajudando na economia de combustível. O consumo na estrada melhora em 0,43 km/l chegando a 8 km/l, mas o consumo urbano salta de 5,5 km/l para 7,25 km/l, uma melhoria de 31%.

Sistema híbrido adiciona peso a um carro já obeso, levando o ActiveHybrid X6 até escandalosos 2.580 kgHá algumas desvantagens, é claro: o módulo eletrônico sobre o V8 causa um narigão no capô que faz o X6 parecer precisar desesperadamente de uma plástica. O sistema híbrido adiciona peso a um carro já obeso, levando o peso do ActiveHybrid X6 até escandalosos 2.580 kg. Um efeito colateral negativo desse ganho de peso é uma condução ligeiramente dura e com solavancos.

O conjunto de baterias fica localizado sob o espaço de carga em um local normalmente reservado para um estepe opcional. Mesmo com rodas de vinte e duas polegadas (que são padrão), a dirigibilidade
Fonte: Auto Esporte