Carro usado mostra reação nas vendas

O jornalista Fernando Calmon avalia na Gazeta Mercantil de hoje, 18, que a reação positiva das vendas neste mês comprova o acerto da redução da carga fiscal sobre os veículos, mesmo que por um trimestre. A prorrogação até 30 de junho, pelo menos, só será anunciada no final de março a fim de evitar perturbações no mercado. É nítido o processo de sintonia fina entre o governo e a cadeia de produção automobilística em um momento de pessimismo gerado pela divulgação da brutal queda de 3,6% da economia brasileira no último trimestre de 2008. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, chegou a reivindicar na semana passada que a diminuição do IPI continue até o final do ano.

Comenta ainda Calmon a surpreendente capacidade de recuperação do mercado de automóveis. Demonstra que o consumidor enfrentou um longo período de demanda reprimida (1998 a 2003) e mesmo assim ainda sonha com o carro próprio. A importância dos financiamentos permanece fundamental ao combinar prazos mais longos e taxas de juros contidas. Até setembro do ano passado, a prestação média era de R$ 787/mês. Hoje alcança R$ 955, o que explica o encolhimento das vendas, reflexo de prazos menores e juros mais altos.

O jornalista afirma também que os lojistas retomaram, timidamente, a compra de modelos usados para recompor estoques, sem obrigação de troca. Ou seja, a liquidez começa a voltar, embora ainda sem reação das cotações. O Banco do Brasil abriu linha de crédito para revendedores independentes reforçarem o capital de giro, o que ajuda a destravar o mercado, em especial de seminovos.

Fonte: Automotive Business