Chevrolet não quer mais ser chamada de “Chevy”


A General Motors quer distância de seus fãs mais ardorosos. O grupo americano, que passa por um processo de transformação após emergir da quase falência com a ajuda do governo americano, pediu a seus empregados que parem de usar a expressão “Chevy” ao se referirem à marca Chevrolet.
Nos Estados Unidos, a decisão equivale à Volkswagen proibir o uso do nome “Fusca” no Brasil. Apesar de ter sido usado como designação de um modelo específico da Chevrolet, na década de 1970, Chevy é uma designação genérica e afetiva da marca. Além de ser usada popularmente para designar qualquer carro da Chevrolet, faz parte da cultura americana – na música, por exemplo, aparece em canções de Elton John, Bob Seger, Mötley Crüe e os Beastie Boys, entre inúmeras outras.

No memorando em que decreta a morte do apelido, pelo menos internamente, a GM explica que está interessada em reforçar a consistência da marca Chevrolet. Num ato falho, o memorando cita como exemplo de marca consistente a palavra “Coke”, usada nos EUA como designação popular da Coca-Cola, reconhecida e adotada pelo fabricante do refrigerante.

Até a semana passada, a GM usava o termo Chevy em anúncios, assim como seus concessionários. A nova política não vai impedir a permanência de revistas especializadas como a Chevy Magazine e Super Chevy nem apagar as tatuagens dos fãs mais ardorosos.

Há quem veja no ato um golpe de marketing, em que a proibição culminará na volta consagradora da marca por clamor popular. Se for apenas um erro de visão dos executivos da marca, essa também poderá ser uma boa saída.

JM

Fonte: Auto Estrada