Chevrolet Spin surge como modelo dois em um da GM

                                             Minivan de 5 ou 7 lugares chega em julho e deve substituir Meriva e Zafira

MÁRIO CURCIO, AB | De Indaiatuba (SP)

Spin: o novo monovolume da GM no Brasil

Depois de ser flagrada várias vezes rodando pelo Estado de São Paulo, algumas delas quase sem disfarce, a Chevrolet Spin finalmente é lançada. O modelo faz parte da renovação de linha de produtos da GM no Brasil e foi concebida no centro de desenvolvimento de São Caetano do Sul (SP). A minivan tem opções de cinco e sete lugares e foi criada a partir da mesma plataforma compacta utilizada no Cobalt e no Sonic. “O carro encomendado [ao departamento de design] deveria ser espaçoso”, afirmou o vice-presidente da General Motors do Brasil, Marcos Munhoz. São 4,36 metros de comprimento, quase o mesmo da veterana Zafira (4,33 m).

O lançamento chega à rede a partir da segunda semana de julho. Estreia o motor Econo.Flex 1.8, com apenas duas válvulas por cilindro e potência máxima de 108 cv quando abastecido com etanol. O câmbio manual de cinco marchas é o mesmo que equipa o Cobalt. A transmissão automática também é oferecida na linha Sonic, por exemplo. A Spin tem duas versões: LT, de cinco lugares, e LTZ, para sete ocupantes. O câmbio automático é opcional em ambas.

Os preços estimados partem de cerca de R$ 45 mil na LT e atingem aproximados R$ 55 mil na LTZ completa. A GM acredita que esta última responderá pelo maior volume de vendas. A montadora estima a venda de 2,8 mil unidades mensais da Spin. Dependendo da versão escolhida, um financiamento com 40% de entrada e o restante financiado em 36 meses deve resultar em parcelas inferiores a R$ 1 mil, segundo a GM.

BOM PARA FAMÍLIAS E TAMBÉM TAXISTAS

Spin estreia o motor Econo.Flex 1.8, com 108 cv quando abastecido com etanol. Desempenho geral agrada, assim como a posição de dirigir. Câmbio automático de seis marchas é opcional nas versões LT e LTZ.

A Spin é fabricada em São Caetano do Sul (SP) assim como o Cobalt, seu irmão de plataforma. Segundo a fabricante, 85% das peças são recicláveis e 97,2% são recuperáveis. “O carro será vendido na América do Sul, em países da África e Ásia. A Indonésia será outro local de produção do modelo”, afirma Munhoz. Haverá mais três opções de motor para atender a demanda de outros países.

A Spin é chamada pela própria GM de “redefinição do automóvel familiar”. Em pesquisas, a GM teria percebido que os consumidores potenciais não queriam mais uma “perua”. O carro deveria ter características de estilo semelhantes às dos utilitários esportivos, como a posição elevada de dirigir e o desenho geral mais agressivo, carrancudo, algo fácil de notar pelo capô curto e alto e pelas linhas laterais.

O diretor de marketing da General Motors, Gustavo Colossi, explicou o público-alvo da minivan: “Basicamente, são famílias tradicionais de classe média, em geral com dois filhos. Para elas, é importante que o carro tenha uma boa relação de valor, facilidade de manutenção, bom valor de revenda. É um carro racional”, diz Colossi, apostando no bom custo-benefício do modelo.

Além desse consumidor tradicional, a Spin tende a atrair os taxistas, assim como vem ocorrendo com o irmão Cobalt. “A Spin tem grande funcionalidade e traz muitas vantagens para o taxista. Temos certeza que é uma ótima opção”, afirma Colossi. Entre essas “vantagens” estão o motor 1.8 com manutenção simples (e peças em comum com o consagrado Flexpower), o bom espaço interno, um porta-malas de 710 litros na versão de cinco lugares, mais que suficiente para a bagagem dos passageiros e eventuais cilindros de gás (GNV), além da facilidade de uma grande rede de revendas. Vale lembrar que os motoristas de táxi já são clientes da GM nesse segmento por causa do monovolume Meriva (cinco lugares), da minivan Zafira (sete assentos), dois modelos ainda fabricados em São José dos Campos (SP), mas que cedo ou tarde serão descontinuados.

Os motoristas de táxi também são compradores dos Nissan Livina e Grand Livina, os principais concorrentes da Spin, segundo reconhece a Gen
Fonte: Automotive Business