China corta impostos sobre carros e quer menos fábricas no país

A partir do dia 1º de janeiro, os motoristas chineses deixarão de pagar a maioria dos impostos vigentes sobre automóveis. O governo vai substituí-las por um imposto sobre o consumo de combustíveis, que acredita ser mais justa: quem rodar mais ou tiver carros mais gastadores irá pagar mais.
Além de incentivar a compra de modelos mais econômicos, o governo chinês deve tomar iniciativas no sentido de consolidar a indústria automobilística local. Hoje há mais de 20 fabricantes em ação no país, dos quais mais de uma dúzia são estatais.

Várias das empresas controladas pelo governo cresceram muito nos últimos dez anos, por terem acesso fácil aos financiamentos bancários. A Chery Automobile, uma das maiores, produz 650 mil carros por ano, mas enfrenta a concorrência de outras estatais de pequeno porte, como a Janghuai, uma fabricante de caminhões localizada a apensa 150 km de distância, que está começando a fabricar automóveis.

A maior dificuldade em unir diversas fábricas é que, mesmo sendo estatais, elas são controladas por diversos níveis da administração, como cidades, estados e o governo central. A grande disputa é por manter empregos, cargos de confiança, os impostos e o prestígio gerado pelas empresas.

As vendas de automóveis na China também foram afetadas pela crise mundial e caíram cerca de 12% em novembro, comparadas às de um ano antes. A retração do mercado pode levar a problemas de caixa, mesmo nas maiores fabricantes.

Fonte: Auto Estrada