Clássico de linhas ousadas


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

Para muitos, o CLC é um Mercedes-Benz incomum. Oriundo da Classe C, o modelo tem a mesma frente do clássico sedã médio. Todo o diferencial do CLC está na traseira, cujo corte atípico foge do tradicionalismo da marca premium alemã. É nesse ousado design que está a graça e a diferença do CLC, que tenta conquistar pela esportividade de um carro com duas portas.

Montado exclusivamente em Juiz de Fora (MG) e exportado para mais de 30 países, o CLC passou a ser vendido no ano passado no mercado brasileiro nas versões CLC 200 Kompressor, Plus e Sports. Em avaliação pelo planalto e litoral paulista, o CLC Sports mostrou comportamento de bom nível – rápido, seguro e econômico. Com seu preço atraente – parte de R$ 114,9 mil – representa a chance de admiradores entrarem na marca da estrela de três pontas. O CLC vale a pena, tanto na Plus (R$ 120 mil) como na Sports (R$ 130 mil).

Por dentro, o cupê traz tudo o que a montadora alemã oferece. Os bancos têm aspectos esportivos, como contornos mais salientes. O volante multifuncional de três raios e elementos feitos de alumínio escovado compõem alguns dos detalhes de fábrica.

O CLC oferece muita conectividade multimídia – atributo que estará muito presente nos carros do futuro. O veículo oferece monitor colorido, controles duplos, controle de volume sensível à velocidade e sistema bluetooth para celular. Os recursos são compatíveis com a conexão de iPod, cabo USB ou outros aparelhos de áudio externos.

Quem diria que, com a traseira reformulada, o CLC ofereceria porta-malas de capacidade variável de até 1.100 litros de bagagem? Com o banco traseiro na posição normal, leva 310 litros. A lanternas traseiras com lâmpadas LED, também presentes na terceira luz de freio, realçam a largura da espaçosa carroceria.

A esportividade do CLC 200 K está representada nas rodas de aro 17, desenvolvidas para criar visual robusto e estilo de pilotagem ousado. Além disso, o novo sistema de direção hidráulica progressiva aumenta a agilidade do cupê, que responde mais rapidamente aos movimentos na direção.

No Brasil, o modelo é equipado com motor a gasolina de 1,8 litro e quatro cilindros sobrealimentado por um compressor de ar. A versão 200 K do novo CLC 200 gera 184 cavalos a 5.500 rpm. O torque é de 25,5 mkgf entre 2.800 e 5.000 rpm.

A transmissão é automática de cinco velocidades. Medições do fabricante indicam que o carro faz 12 km/litro de gasolina.

Mercedes tem crescimento expressivo no País e no mundo

As vendas de carros de luxo vêm crescendo acima do mercado em geral no Brasil. Demanda reprimida, poder aquisitivo em alta, status e desejo por novidades são algumas das explicações. Com a indústria local limitada a veículos cujo teto não ultrapassa R$ 90 mil, cabe aos modelos importados atender o público de maior poder aquisitivo.

Todas as marcas tradicionais premium, encabeçadas pelas alemãs Audi, BMW e Mercedes-Benz, vêm obtendo ótimos resultados no Brasil no primeiro trimestre impulsionadas pelo crescimento do mercado.

Só em abril, a Mercedes-Benz cresceu 77% no Brasil, enquanto a expansão média do mercado mundial para a marca alemã foi de 15%. Foram comercializadas 93,1 mil unidades globalmente, ante 80,7 mil em relação a abril de 2009.

O Brasil só não superou o crescimento da Ásia, que foi muito forte. A China, por exemplo, vendeu o dobro em relação a abril de 2009. Foram comercializadas 11,3 mil unidades, ante 5.600. Na Índia, as vendas da marca saltaram 95%.

Entre os números positivos da Mercedes-Benz, o contraponto ficou com o Smart – que apresentou queda de 11,4% em suas vendas em relação a abril de 2009, totalizando 9.000 unidades.

Fonte: Diário do Grande ABC