Crescem as paralisações entre os metalúrgicos


À véspera da data-base para negociação dos contratos trabalhistas dos metalúrgicos do setor automotivo, que é 1º de setembro, sindicatos de patrões e empregados iniciam uma batalha para chegar a entendimento.

Com a recuperação da economia e a previsão de um mercado interno aquecido, os trabalhadores estão empenhados em repor perdas causadas pela inflação e pleitear benefícios. O mês de setembro, segundo os analistas, deve registrar vendas em alta diante da mudança na cobrança do IPI para carros novos. Já faltam diversos modelos no mercado e as filas de espera crescem.

Levantamento do Estadão indica que mais de dez mil trabalhadores paralisaram o turno da manhã na quinta-feira, 10, na Mercedes-Benz, Scania, Ford, Rassini, Mahle Metal Leve e Karman Ghia, no ABC paulista. Em São José dos Campos sete mil empregados da GM decidiram cruzar os braços por 24 horas.

Hoje, 11, deve acontecer nova rodada de negociações com os sindicatos patronais. Se não houver acordo, com aumento real, as paralisações devem se prolongar. A proposta das montadoras de repor 4,7% de perdas inflacionárias dos salários em doze meses não é aceita pelos trabalhadores.

No Paraná o movimento de protesto dos metalúrgicos prossegue, com uma greve por tempo indeterminado na Volkswagen-Audi e Renault Nissan. Os trabalhadores da Volvo fizeram paralisação de uma hora na quinta-feira, 10, e acenam com greve a partir de segunda-feira se não houver acordo.
Fonte: Automotive Business