Denise Johnson quer investir em engenharia

Denise Johnson-presidente da GM Brasil
Giovanna Riato, AB

Denise Johnson, que assumiu a presidênciada GM Brasil há um mês, avisa que uma das prioridades para a empresa no País será o avanço em pesquisa e desenvolvimento. A engenheira mecânica quebra a tradição dos especialistas na área de finanças para conduzir a operação local.

A executiva prevê que, em 2015, o mercado interno absorva mais de 4 milhões de veículos. A participação dos fabricantes locais pode ser menor do que se imagina já que a presença dos importados também cresce em ritmo acelerado.

Nos últimos dez anos a presença de veículos fabricados no exterior teve alta de 20%. Denise aponta que a única maneira de barrar o avanço é garantir que a tecnologia local cresça ao mesmo ritmo do mercado.

“A resposta é ter o melhor produto com a maior qualidade”, afirma. Para chegar a isto, a montadora tem aportes da ordem de R$ 5,42 bilhões em curso, cerca de US$ 110 milhões deste valor é dedicado para ampliar e melhorar a infraestrutura da engenharia local.

A montadora vai renovar completamente o portfólio de produtos para o País nos próximos anos. A GM Brasil é ainda responsável por desenvolver veículos pequenos para atender ao mercado global. “Precisamos avançar em pesquisa e desenvolvimento para ser capaz de suprir a demanda não só ao Brasil, mas de outras operações”, revela.

A executiva aponta ainda que a montadora pretende avançar no segmento de médios, categoria que cresce no País. “Já existe uma ampla oferta de veículos da categoria B, pretendemos diversificar”, revela.

A GMB já dobrou o número de engenheiros contratados. Em 2005 eram 665 profissionais, hoje são 1286. As prioridades são desenvolver tecnologias de conectividades, segurança, materiais alternativos para os modelos, reciclabilidade e propulsão.

Para esta última, a companhia conta com a vantagem de poder fazer intercâmbio com tecnologias de outros países. “Este é um dos benefícios de ser uma empresa global. Estamos prontos para adaptar tecnologias de veículos híbridos e elétricos no Brasil caso o mercado peça”, destaca.

Fonte: Automotive Business