Desemprego registra 1ª alta desde julho

Taxa ficou em 7,6% no mês, ante 7,5% em outubro.

Agência O Globo – 19/12/2008 – 10h06

SÃO PAULO – A taxa de desemprego no Brasil sofreu uma ligeira alta em novembro, para 7,6%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outubro, o índice havia ficado em 7,5%, o segundo menor da série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002. A alta é a primeira desde julho deste ano.

A elevação do indicador em um mês de novembro frente a outubro preocupa, no entanto, por ser pouco usual: a taxa de desemprego costuma cair no final do ano, influenciada pelas contratações no comércio e na indústria para atender à elevação da demanda. Em 2007, por exemplo, o índice caiu de 8,7% em outubro para 8,2% no mês seguinte.

Na quinta-feira, as notícias de demissões em vários setores, influenciadas pela crise financeira mundial, levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a afirmar que os empresários brasileiros não podem usar a crise econômica como desculpa para demitir trabalhadores.

“Nenhum empresário pode ter motivo para mandar trabalhador embora”, afirmou. “O papel do empresário agora é trabalhar rápido com o governo para evitar que a crise chegue à sociedade.”, afirmou.

Apesar da alta na comparação mensal, a taxa de 7,6% é a menor para um mês de novembro desde o início da nova série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. Em relação a novembro do ano passado, a taxa de desemprego reduziu-se em 0,6 ponto percentual. Naquele mês, o indicador ficou em 8,2%.

População ocupada

A população ocupada, de 22,1 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, não apresentou alteração em relação a outubro. Na comparação com novembro do ano passado, esse contingente aumentou 2,9% – o equivalente a 611 mil pessoas. Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (9,8 milhões de pessoas) não variou em relação a outubro e cresceu 5,5% na comparação anual.

A população desocupada (1,8 milhão) também manteve-se estável em relação a outubro e caiu 6,1% no confronto com novembro de 2007.

Rendimento

Segundo a pesquisa, o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores em novembro foi de R$ 1.273,60, apresentando alta de 0,9% em relação a outubro último e de 4,0% na comparação com novembro de 2007. No ano, houve alta de 4,0%.

Já a massa de rendimento real efetivo da população ocupada foi estimada em R$ 28,2 bilhões, para o total das seis regiões metropolitanas. Em relação a setembro, houve um ligeiro acréscimo (0,4%); na comparação com outubro de 2007, houve crescimento de 8,3%

Fonte: Diário do Comércio