Disparam 54% as vendas de veículos na China


Paulo Braga, AB

O destaque no levantamento da Jato Dynamics do Brasil sobre o desempenho do setor automotivo global no primeiro semestre é a China, líder disparada com crescimento de 54% nas vendas de veículos, sobre o mesmo período de 2009.

Em segundo lugar aparecem os EUA, com aumento de 17%, e Japão, com alta de 21%. Os dados chineses incluem apenas veículos de passeio. Para o restante dos países os números englobam carros e comerciais leves. Neste contexto, o Brasil ficou na quinta colocação com avanço de 7% nas vendas de veículos no semestre de 2010 sobre igual período do ano passado.

A Alemanha continua na quarta posição mesmo com queda de 27% nas vendas. Atrás da França e da Itália, segue a Índia com crescimento de 37%. A Rússia, pertencente ao BRIC, voltou a figurar entre os dez maiores mercados automotivos.

“Teremos um ano bastante disputado pela quarta posição no ranking. Com o final dos incentivos, a Alemanha vem caindo mês a mês e, apesar do nosso crescimento, precisamos ficar de olho na França que volta a reagir e mantém um crescimento constante nestes últimos meses. A boa notícia é que o bloco BRIC volta a fazer parte dos dez primeiros mercados”, afirma Luiz Carlos Augusto, diretor superintendente da Jato Dynamics do Brasil.

Marcas

A Toyota manteve a liderança em vendas no 1º semestre de 2010, seguida pela Ford e Volkswagen. A Kia aparece entre as 10 primeiras marcas, após ter um crescimento de 29,26% nas vendas do primeiro semestre de 2010, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Nesse mesmo comparativo, a Chevrolet obteve um aumento de 32,44%, figurando na quarta colocação.

“A Toyota mostra força e mantém a liderança mundial, mesmo com os problemas que enfrentou nos Estados Unidos. A reação e o profissionalismo da marca deixam claro que não será fácil tomar dela a posição. A Chevrolet mostra que os investimentos em marketing e produto dão retorno e cresce bem acima da média dos cinco maiores. Se continuar com este foco deverá fechar ano em segundo lugar”, acrescenta o executivo.

“A instabilidade na América do Sul continua, mas já podemos comemorar a volta do crescimento na Argentina, que com certeza ajuda a região. Esperamos que o Chile possa inverter a tendência de queda”, comenta Augusto.

Fonte: Automotive Business