Em crise nos EUA, Chrysler vê esperança no mercado brasileiro

MARCEL GUGONI
da Folha Online

A Chrysler, que controla a marca homônima e as bandeiras Jeep e Dodge, vê no mercado brasileiro –e por extensão no latino– uma esperança para vender seus produtos. “A América Latina é uma região cada vez mais importante”, afirmou a vice-presidente de Marketing, Deborah Meyer, durante apresentação para jornalistas no 25º Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo.

Antes de apresentar um modelo inédito, o sedã Trazo C1.8 By Dodge, a executiva elogiou o atual momento do setor automotivo no país. “A Chrysler teve o melhor mês de setembro da histórica, com crescimento de 2% nas vendas”, disse.

Embora as três marcas não tenham grande share (participação) no bolo de mercado, atuando apenas no mercado de luxo, elas tiveram um aumento considerável nas vendas em setembro. O grupo elevou em 35% suas vendas no Brasil em 2008 ante 2007.

Nos Estados Unidos, a preocupação é com uma possível fusão com a General Motors. As duas empresas –respectivamente primeira e terceira no mercado americano– podem se unir em uma negociação que daria à companhia resultante o controle de mais de 36% do setor nos EUA.

O “The Wall Street Journal” informou nesta terça-feira que a Cerberus Capital Management, detentora de 80,1% da Chrysler, propôs ceder suas operações automotivas à GM em troca da parte que a GM detém da GMAC Financial Services, o braço financeiro da GM. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o Tesouro americano negocia um empréstimo de US$ 5 bilhões GM para facilitar a compra.

Para o diretor da Chrysler no Brasil, Philip Derderian, ainda não é possível prever o que muda no Brasil caso haja a fusão. “Vamos esperar as notícias”, afirmou. Atual terceira em número de vendas no Brasil –atrás de Fiat e Volkswagen–, a GM (Chevrolet no Brasil) poderia se tornar ainda mais competitiva.

Lançamento

No país, a Chrysler traz como principal novidade o Trazo C1.8 By Dodge. Produzido pela Nissan mexicana, o carro será importado e distribuídos nas concessionárias da Chrysler.

As vendas devem ser iniciadas no final do primeiro semestre de 2009, nas configurações com câmbio manual e automático.

A empresa evitou divulgar o preço do modelo –que deve chegar para concorrer no nicho dos sedãs médios, cujos concorrentes vão do Fiat Linea ao Volkswagen Jetta, Chevrolet Vectra, Ford Fusion, entre outros.

“Não queremos dar nove meses de dianteira para a concorrência”, explicou Derderian.

Fonte: Folha online