Em janeiro VW inicia reparos em motores diesel

 Proposta de recall da montadora foi ratificado por autoridades alemãs
REDAÇÃO AB

Representantes da agência federal de transportes KBA, da Alemanha, ratificaram a proposta do Grupo Volkswagen para reparação de cerca de 8,5 milhões de motores diesel na Europa, da série EA 189, equipados com software concebido para fraudar testes de emissões de poluentes em laboratório, que deu origem ao escândalo do dieselgate. O recall deve começar no fim de janeiro próximo e será aplicado a motores 1.2, 1.6 e 2.0 instalados em carros das marcas Volkswagen, Audi, Skoda e Seat, em 28 mercados europeus, segundo comunicado divulgado na quarta-feira, 16, pela companhia. Segundo a montadora, os proprietários dos veículos serão avisados a curto prazo das medidas a serem tomadas e dos próximos passos. Os motores 1.2 e 2.0 receberão uma apenas atualização de software que exigirá meia hora de trabalho. Os propulsores 1.6 passarão pelo mesmo processo e, em complemento, receberão um retificador de fluxo, que será aplicado defronte o sensor de massa de ar. Neste caso, o tempo necessário será inferior a uma hora. De acordo com a Volkswagen, após as medidas serem implementadas os veículos irão cumprir os padrões de emissões devidamente aplicáveis. O objetivo é também não haver comprometimento da potência do motor, consumo de combustível ou do desempenho, mas a fabricante não garante que isso não aconteça, nem explica como será possível fazer a recalibragem sem modificação da performance dos motores. O plano é que todos os veículos afetados sejam chamados para reparos em diversas etapas para a aplicação das soluções técnicas. Os motores 2.0 afetados serão reparados a partir do primeiro trimestre de 2016; os 1.2 serão atendidos a partir do fim do segundo trimestre; e os 1.6 a partir do terceiro trimestre. A Volkswagen assegura que se necessário providenciará uma opção de transporte aos proprietários sem custos e garante, ainda, que os veículos continuam a ser tecnicamente seguros e podem rodar sem restrições. Em setembro a Volkswagen admitiu que havia instalado em cerca de 11 milhões de veículos das marcas Volkswagen, Audi, Seat e Skoda software que falseava o nível de óxidos de nitrogênio NOx emitidos pelos motores quando os carros estivessem sendo submetidos a testes. O programa a ser desenvolvido na Europa não se aplica aos Estados Unidos, onde tiveram início as averiguações e as denúncias sobre as falsas medidas das emissões de poluentes. A Volkswagen já admitiu que milhares de veículos, das marcas VW, Audi e Porsche naquele país estão fora dos padrões exigidos pela legislação.
Fonte: Automotive Business