ESC será obrigatório no Brasil a partir de 2022

 Hoje sistema de segurança equipa apenas 5% a 10% dos carros novosREDAÇÃO ABO Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, decidiu tornar obrigatório o controle eletrônico de estabilidade, ESC, para todos os carros novos vendidos no mercado nacional. A partir de 2022 os veículos leves terão de contar com o sistema. Antes disso, em 2020, no entanto, já acontece a primeira etapa de implementação da tecnologia com validade para lançamentos completamente novos ou para carros que passaram por grande mudança e foram homologados após a publicação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito, Contran. Estes automóveis deverão chegar ao mercado com o dispositivo. A decisão dá continuidade à recente obrigatoriedade de que os carros vendidos no País tenham airbag duplo frontal e freios ABS, desde o início de 2014. A decisão sobre o ESC sai após grande pressão de entidades como Latin NCAP, que a partir de 2016 só dará cinco estrelas – nota máxima em segurança – aos carros equipados com controle de estabilidade. A Proteste, associação dos consumidores, também teve papel importante na briga pela obrigatoriedade do dispositivo ao lançar a campanha Carro sob Controle.As entidades divulgaram comunicado recentemente que apontava o sistema como essencial para que o Brasil reduza o número de mortes em acidentes de trânsito, que hoje está em 19,9 para cada 100 mil habitantes. A meta é fazer o índice baixar para 11 mortes 100 mil. “Por respeito ao consumidor brasileiro, as montadoras não deveriam discriminar os carros vendidos no país e aqueles vendidos na Europa ou na América do Norte, principalmente, no quesito segurança – a vida humana tem o mesmo valor, independentemente do país onde se reside”, apontaram as entidades em comunicado. As entidades recomendavam que o sistema se tornasse obrigatório até 2017. Pela determinação do Contran, no entanto, a indústria venceu. A AEA, Associação de Engenharia Automotiva que representa montadoras e a cadeia produtiva, anunciou recentemente que o ideal seria prazo de cinco a sete anos para que o controle de estabilidade fosse compulsório. A entidade aponta que hoje o ESC equipa apenas de 5% a 10% dos carros novos vendidos no Brasil. Ao receber a notícia da obrigatoriedade a partir de 2022, a Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos, divulgou por meio de sua assessoria de imprensa que “concorda com os prazos estabelecidos pelo Contran para a implantação gradativa do controle de estabilidade nos veículos leves produzidos no Brasil. Este período é necessário para que as engenharias dos fabricantes possam adequar os projetos de veículos para receber o sistema.” Atualmente o ESC só é oferecido em carros com faixa de preço mais elevada, acima dos R$ 70 mil. A única exceção é o Ford Ka, que traz o sistema a partir da versão 1.0 SEL, com preço que parte de R$ 45.590.
Fonte: Automotive Business