Especialista concorda com montadoras


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

A prorrogação do benefício do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para os automóveis parece ter dado fôlego à indústria. Para o consultor de mercado automobilístico José Caporal Filho, a redução do período de férias coletivas na montadoras é decisão acertada.

Na opinião de Caporal, não há motivo para temer o aumento da produção de carros, uma vez que o poder de crédito dos consumidores vem se aproximando dos índices pré-crise. Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que no mês de outubro foram produzidos 316 mil veículos, número 15,7% maior do que setembro, com 273 mil unidades.

“O mercado deve continuar em crescente absorção de veículos. Com a volta gradativa do IPI houve princípio de preocupação por parte da indústria, mas a decisão do governo em manter o imposto com desconto requer que a produção continue a todo vapor”, destaca o consultor da Mega Leader, especializada em indústria automobilística.

Os veículos pesados, que chegaram a ter queda nas vendas de até 50% durante a crise também esboçam reação. Anfavea aponta 11.075 caminhões comercializados em outubro, ante 9.895 de setembro, alta de 11,9%.

Sobre o aumento da carga horária dos trabalhadores, o consultor é taxativo. “Eles também vão se beneficiar da situação e serão remunerados para isso”, afirma Caporal.

Alíquota – De acordo com o anúncio do governo na última semana, a alíquota do IPI dos carros flex 1.0, que retornaria gradativamente ao patamar de 7% no início de 2010, mantém-se agora em 3%.

Para os carros flex com potência de até 2.0, o IPI permanece em 7,5%, até pelo menos dia 31 de março do ano que vem.

Fonte: Diário do Grande ABC