Estrutura global deve ser foco no futuro


A cadeia automotiva precisa deixar de pensar apenas na estrutura local e trabalhar globalmente para conquistar competitividade no mercado do futuro. A informação é do vice-presidente da CSM Worldwilde, Michael Robinet, que abriu o ciclo de palestras do Fórum da Indústria Automobilística, nesta segunda-feira, 12.

O analista destacou que a capacidade da indústria deverá crescer nos próximos anos, fato que exigirá flexibilidade e aumento da globalização dos fabricantes. “As plantas não produzirão apenas um veículo, mas diversos produtos graças à flexibilidade”, apontou Robinet. O número de unidades produzidas nas plataformas globais irá praticamente dobrar até 2016, saltando de 900 mil para dois milhões de carros por plataforma.

“No futuro não poderemos olhar apenas para a indústria brasileira, mas para plantas em todo o mundo”, salientou. Uma das estratégias será parcerias entre montadoras e fornecedores.

Brasil

Paulo Cardamone, responsável pela CSM no Brasil, mostrou que em 2016 a projeção de vendas no País é de 4,5 milhões de unidades. “A complementação do portfólio ocorre com os importados, principalmente com veículos premium, e isso foi muito positivo”, destacou.

O especialista apontou que as importações crescem desde 2004, mas a tendência é de estabilização nos próximos anos. “O Real forte é um fator crítico e é nisso que devemos trabalhar”, disse.

Fonte: Automotive Business