EUA reforçam equipe e orçamento para administrar quebras em bancos

da Folha Online

A FDIC (Corporação Federal de Seguros de Depósitos, na sigla em inglês), agência dos EUA de garantia de depósitos bancários, quase duplicou seu orçamento anual de 2009. A agência irá contar agora com um orçamento de US$ 2,24 bilhões no próximo ano, um aumento de US$ 1 bilhão em relação ao valor de 2008.

O volume de recursos a serem empregados pela FDIC para administrar fechamentos previstos de bancos no setor bancário em 2009 para até US$ 1 bilhão. Hoje, o orçamento para esse fim é de US$ 150 milhões.

A agência pretende aumentar seu quadro de funcionários de 5.721 para 6.269. A FDIC regulamenta bancos e garante depósitos de 8.384 instituições bancárias do país com US$ 13,6 trilhões em ativos, segundo dados do terceiro trimestre.

O banco de investimentos Lehman Brothers quebrou em setembro, devido a dificuldades em conseguir recursos para honrar seus compromissos, tanto no setor público como no setor privado. Em outubro, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, defendeu sua decisão de não ajudar o Lehman. “Não tínhamos os poderes” necessários para salvá-lo da falência, disse à época ao diário americano “The New York Times”.

A lei exige do Federal Reserve (Fed, o BC americano) que as instituições que precisam de sua ajuda apresentem a quantidade suficiente de ativos como garantia para seus empréstimos. E não era o caso, explicou. “Se alguém pensa que Hank Paulson teria conseguido fazer que o Fed salvasse o Lehman Brothers, a resposta é: ´Absolutamente não´”.

O governo, no entanto, se mobilizou para evitar que a seguradora AIG tivesse o mesmo destino: a empresa recebeu um empréstimo de US$ 85 bilhões.

Ainda em setembro, o banco americano de poupança e investimentos (“savings & loans”) Washington Mutual (WaMu) também quebrou, no que foi, até o momento, a maior falência de um banco nos Estados Unidos. O Washington Mutual, que já estava em dificuldades, foi fechado pelas autoridades americanas, que decidiram fazer o JP Morgan Chase recomprar, por US$ 1,9 bilhão, uma parte de suas atividades. Com sede em Seattle (Oeste), era o sexto banco americano em ativos.

Com informações da Folha de S.Paulo

Fonte: Folha Online