Fábrica de extintores demite 350 metalúrgicos em SBC

 Sindicato fará manifestação contra fim da obrigatoriedade do uso em veículos
REDAÇÃO AB

A fabricante de extintores de incêndio Resil anunciou a demissão de 350 metalúrgicos em sua unidade de Diadema SP onde 60% da produção era de produtos destinados a veículos de passeio. Segundo o sindicato dos metalúrgicos do ABC, as montadoras eram os principais clientes, mas a empresa, que emprega cerca de 850 trabalhadores, não está mais recebendo pedidos após a publicação da resolução do Contran 556 de 17 de setembro de 2015 que tornou facultativo o uso do equipamento. A obrigatoriedade vigorava desde 1970.O sindicato informa que organizará na terça-feira, 27, uma manifestação contra a resolução do Contran a partir das 8h na fábrica da Resil, e que seguirá em passeata até a Rodovia dos Imigrantes.Segundo coordenador da regional Diadema do sindicato dos metalúrgicos do ABC, David Carvalho, meses antes de acabar com a obrigatoriedade do uso, o próprio órgão anunciou que os proprietários de veículos deveriam trocar seus extintores para o modelo ABC, o que gerou uma corrida às lojas e aumento de demanda nas fábricas. “As empresas investiram para poder dar conta desse aumento de demanda. A Resil, aqui em Diadema, contratou trabalhadores e ampliou sua estrutura. E agora vem essa decisão que surpreende a todos. Não pode ser assim. É preciso debater a obrigatoriedade ou não com o governo, empresas e o movimento sindical, já que ela gera postos de trabalho e salva vidas”, destaca. Carvalho defende que a resolução seja revista: “Há um decreto legislativo tramitando na Câmara que pede a anulação da medida. Um deputado apresentou requerimento pedindo urgência para apreciação desse decreto. Estamos nos articulando em Brasília para que a medida seja revogada e que se faça uma discussão com toda sociedade. Por trás de uma decisão burocrática existem empregos em jogo”. Ainda segundo o sindicato, a Abiex, Associação Brasileira de Indústria de Equipamentos contra Incêndio, estima que a medida pode gerar a perda de até 10 mil empregos no setor em todo País.
Fonte: Automotive Business