Faltou hambúrguer, sobraram cadeiras

Salão de Detroit foi evento sem luz, sem shows nem glamour.

DCARRO – 18/1/2009 – 19h47

Áreas vazias preenchidas por exército de cadeiras, falta de hambúrguer – não tinha nem para remédio -, chineses, que em anos anteriores expunham nos “porões” do Cobo Center (local da exposição), em áreas nobres; e Rick Wagoner, o presidente mundial da GM, que dirigiu a montadora aqui, neste ano não falou com exclusividade à imprensa brasileira, como sempre.

Este é um rápido resumo do trabalho do jornalista Vicente Alessi Filho, diretor da Autodata, que esteve em Detroit para a 101ª edição do Salão da ex-Capital do Automóvel.

A crise, diz ele, “condicionou este Salão de Detroit, num fato sem luz, sem shows nem glamour”. Lembrou muito, em animação, algum Salão de Moscou da década de 80, antes da derrocada da União Soviética”.

Alessi, nas suas conversas com dirigentes norte-americanos, ouviu de alguns deles, como Mark Fields, da Ford, a crença de que as operações no Mercosul certamente ajudarão nos projetos de retomada do setor.

Philip Derderian, que dirige a Chrysler no Brasil, revelou suas preocupações com os próximos dois anos, mas mostrou-se “singularmente otimista”.

As vendas da montadora, que separou da Mercedes-Benz no ano passado, teve em 2008 um aumento de 20%. Ele quer manter a empresa saudável e diz que com relação à matriz nos Estados Unidos a ideia é muito simples: “Não entregar prejuízos a ela”.

“Comenta-se em Detroit – diz Alessi – a possibilidade de o mercado brasileiro voltar a receber carros made in USA, forma de proteger alguns empregos aqui (lá) e ajudar a manter unidades em operação”. Seriam modelos da Cadillac – ainda não escolhidos – e Chevrolet, certamente o Malibu, que foi atração no Salão Internacional de São Paulo, em outubro último.

Fonte: Diário do Comércio