Fechada, fábrica da Honda gera prejuízo de R$ 400 milhões

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A planta da Honda em Itirapina-SP está fechada há dois anos e meio. A segunda unidade de produção de veículos da marca japonesa foi idealizada quando o mercado brasileiro estava em alta, justificando a construção de uma fábrica adicional para dobrar o volume anual feito pela empresa.

No entanto, quando ficou pronta, a instalação chegou no momento errado, pois a crise já havia se instalado no mercado automotivo e alegando que haveria prejuízo com a operação de duas fábricas, que teriam muito mais capacidade instalada que a demanda esperada com o cenário de retração nas vendas. Assim, a Honda surpreendeu ao manter a planta fechada após a conclusão.

Agora, depois de muito tempo, a fábrica de Itirapina continua fechada e, de acordo com o site Exame, gera um prejuízo de R$ 400 milhões para a montadora. Esse montante é apenas referente ao período de portas fechadas desde a inauguração. O cálculo feito por especialistas é referente ao custo de manutenção (a empresa mantém uma equipe para cuidar do maquinário parado) e oportunidade, que é o capital aplicado e parado. Segundo a publicação, um turno da planta representaria 40.000 carros por ano e R$ 60 milhões em mão de obra.

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Com capacidade de 120.000 carros por ano, a mesma da planta principal em Sumaré-SP, a segunda fábrica da Honda demandou investimento de quase R$ 1 bilhão. Oficialmente, a montadora diz que espera um melhor momento da economia para fazer funcionar a fábrica, pois é necessário que a produção seja completamente suprida pelas duas unidades, o que dá em torno de 240.000 carros por ano. Em realidade, a empresa aponta para um mercado de 3 milhões de veículos.

No ano passado, o mercado brasileiro registrou pouco menos de 2,2 milhões de automóveis e comerciais leves. A Honda, por sua vez, vendeu 131.086 unidades. O volume ainda não justificaria a abertura de Itirapina, que seria de pelo menos um turno de 40.000 unidades. A expectativa é que a melhora da economia e das vendas em 2018, possa incentivar a reabertura da planta. Além disso, o país vem registrando sucessivos recordes de exportação, o que seria um impulso extra para a marca.

Por ora, a Honda diz que consegue manter o ritmo com a planta de Sumaré. A unidade de igual capacidade, situada na região metropolitana de Campinas, pode operar com horas extras se necessário, a fim de superar o volume padrão com três turnos, alcançando no máximo 140.000 carros por ano. Para a empresa, é rentável fazer isso nesse momento ao invés de abrir a nova fábrica.

[Fonte: Exame]

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