Fomos até a África do Sul avaliar o BMW Série 6 Cabrio

                                                                                                                                                                                    Novo conversível está prestes a chegar ao mercado brasileiro com sofisticação de sobra

Daniel Messeder, da Cidade do Cabo
Viagem a convite da BMW

BMW Série 6 Cabrio: conversível está prestes a chegar às lojas no Brasil, onde custará por volta de R$ 515 mil
São 19 segundos de pura contemplação. É o tempo que ela leva para fazer seu strip tease (só a parte de cima) e exibir formas ainda mais sensuais. O cenário é uma praia paradisíaca na Cidade do Cabo, África do Sul. Mas antes que você comece a pensar besteira, vamos deixar bem claro: estou falando da mais nova atração da BMW, o Série 6 Cabrio, recolhendo a capota de tecido.

A marca alemã está particularmente orgulhosa do visual desse conversível. Sketches do carro estavam por toda a parte no evento de lançamento, do crachá dos jornalistas ao menu do jantar. Dê adeus às linhas controversas de Chris Bangle e diga olá para os elegantes traços esculpidos pelo chefe de design Adrian van Hooydonk. Ao me deparar com as duas gerações do modelo emparelhadas no local do almoço, foi impossível não notar como o novo carro faz o antigo parecer desajeitado, com detalhes estranhos. Alguns podem dizer que perdeu um pouco de personalidade, mas a verdade é que o Série 6 agora passa a ser um dos mais belos BMWs.

A operação para a abertura da capota demora cerca de 19 segundos
Design à parte, o que encontramos ao volante é algo perigosamente próximo da perfeição. A marca não admite o termo “plataforma compartilhada”, mas o Serie 6 usa muitos elementos dos Série 7 e 5. Inclusive, os três saem da mesma fábrica em Dingolfing (Alemanha), a maior do grupo. Isso significa que o 650i que dirigimos na África traz o mesmo motor 4.4 V8 biturbo e o câmbio automático de oito marchas do sedã 550i. Essa é a única versão que será importada para o Brasil, a partir de junho. Como opcional, pode receber o eixo traseiro que vira para auxiliar nas manobras e curvas velozes – coisa do 750i.

Com 4,89 m de comprimento, o 650i desfila majestoso. No modo “Comfort” do sistema Adaptive Drive (também encontrado nos Série 5 e 7), temos um carrão ideal para um passeio à beira-mar, com direção leve, suspensão complacente e motor em giro baixo. Interessante é poder subir o vidro traseiro independente da capota, o que ajuda a evitar ventania exagerada na cabine. Quando caímos na estrada, aproveito a surpreendente qualidade do asfalto sul-africano (pedala, Brasil!) e o trajeto sinuoso margeando o oceano para testar o modo “Sport +” (há também o “Normal” e o “Sport”). É sensível como o Série 6 muda de personalidade: a suspensão enrijece, o volante ganha peso e motor e câmbio ficam em alerta máximo.

Estranhou o volante na direita? É que a África do Sul usa mão inglesa. O acabamento lembra o sedã da Série 7
Pressionando mais forte o pedal da direita, passamos a ouvir algumas reclamações dos pneus 245/40 R19 nas curvas mais travadas. Mas só os pneus sofrem, pois a carroceria se mantém firme como uma rocha, mesmo com a capota aberta – a BMW diz que a rigidez à torção foi ampliada em 50%. De repente, um teste inesperado para os freios (ótimos, por sinal): babuínos na pista! Isso mesmo, aqueles macacos de bumbum vermelho, pouco amistosos. Passado o susto, e a tentativa frustrada de amizade com os primatas, dá-lhe maresia no rosto. É impressionante a força que o V8 despeja em rotações médias (o torque máximo de 61,2 kgfm está disponível a meros 1.750 giros), enquanto os 407 cv se impõem em qualquer ultrapassagem. Embora não tenha vocação para puro-sangue (tarefa que caberá ao futuro M6), o 650i deixa os 100 km/h para trás em 5 segundos e chega facilmente a 250 km/h (limite eletrônico).

Como esperado num conversível de luxo, o ronco do motor pouco se manifesta na cabine na maior parte do tempo. Mas quando aceleramos forte e sem capota, o rugido do V8 é digno de um leão africano. A transmissão de oito marchas também é fera: trabalha suave nas mudanças normais e rapidamente quando exigida. E agora as borboletas são dispostas em “+” na direita e “–” na
Fonte: Auto Esporte