Ford pretende reduzir dívida e ampliar vendas internacionais

                                             BERNIE WOODALL – REUTERS

DETROIT – A Ford afirmou que planeja reduzir sua dívida líquida em 15,7 por cento para cerca de 14 bilhões de dólares no fim de junho, dando continuidade aos pagamentos de empréstimos que ajudaram a montadora a evitar uma falência recentemente.

A administração da Ford também afirmou a investidores em uma reunião nesta terça-feira que espera aumentar as vendas globais em cerca de 50 por cento para cerca de 8 milhões de veículos ao ano na metade da década, impulsionada em grande parte por uma expansão na China e na Índia.

“Consideramos realmente importante para o investidor saber que temos um plano e que ele não se trata apenas de sobrevivência”, disse o vice-presidente financeiro Lewis Booth a jornalistas antes do encontro em Nova York.

A segunda maior montadora dos Estados Unidos disse que cerca de 55 por cento de suas vendas totais de veículos devem ser compostas pelos carros compactos em 2020. Além disso, a Ford afirmou que as regiões da Ásia-Pacífico e África devem representar quase um terço das vendas em 2020.

A participação de mercado da companhia na China e na Índia, atualmente, está entre 2 e 3 por cento, disseram executivos.

A Ford pretende reduzir sua dívida em 2,6 bilhões de dólares no segundo trimestre, disse Booth.

A companhia não divulgou atualizações sobre sua receita em 2011 e sobre a meta de lucro. Analistas esperam lucros anuais de 1,93 dólar por ação, excluindo itens extraordinários, alta de cerca de 1 por cento, com um aumento de 13,7 por cento na receita para 126,4 bilhões de dólares, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

A ação da Ford encerrou o pregão em alta de 0,28 por cento nesta terça-feira. O papel acumula queda de 17 por cento neste ano, declínio inferior ao da concorrente General Motors, de 22,5 por cento.

As vendas mundiais de veículos avançaram por volta de 37,1 milhões de dólares de 2010 a 2020, afirmou a Ford, citando dados da IHS Automotive Insight. Desse crescimento, quase 60 por cento virá dos membros dos Bric –Brasil, Rússia, Índia e China.

Fonte: O Estado de São Paulo