Ford Transit chega alinhada às necessidades do brasileiro


Tanto a van quanto os dois furgões foram bem adaptadas ao mercado. Detalhes no acabamento são desvantagens

Texto: Carlos Eduardo Biagini
Foto: Divulgação

A Ford não está economizando investimentos para sua entrada na categoria de semileves do mercado nacional de veículos comerciais. A família Transit estará nas ruas e estradas das cidades brasileiras a partir de janeiro e pode oferecer alternativas interessantes ao cliente. A principal oferta é, sem dúvida, o pacote de itens de série, que vão desde ar-condicionado à freios a disco nas quatro rodas com ABS. Os veículos estão bem alinhados e devem dar bastante trabalho para seus concorrentes.

Outra principal sacada da Ford foi equipar a linha Transit com o câmbio Getrag MT 82, com seis marchas sincronizadas, inclusive a ré. É um diferencial no segmento e funciona bem no trânsito, especialmente nas grandes metrópoles onde o uso da primeira e segunda marcha é mais constante, em razão dos engarrafamentos. Nesse tipo de situação, a suavidade do câmbio desgasta menos o motorista, que diferente do condutor de um carro de passeio, está em pleno trabalho.

Motor

A Ford escolheu o motor turbodiesel Duratorq 2.4 litros TDCI Puma para equipar a linha Transit. Esse bloco coloca aos pés do motorista 115 cavalos de potência a 3.500 rpm e torque de 32 kgfm entre 1.750 a 2.000 rpm.

Os veículos da linha respondem bem no trajeto. No teste promovido pela Ford não foi possível testar os modelos por grandes distâncias no asfalto, mas pelo pouco que se viu, quando carregados os modelos deverão dar um pouco mais de trabalho para o condutor.

A Ford poderia até ter optado por trazer uma outra versão do Duratorq. Na Europa, a Transit é oferecida com 100 cv, os mesmos 115 cv e 140 cv. Essa terceira opção seria muito bem-vinda, mas talvez neste primeiro instante por conta do preço mais salgado, a montadora tenha preferido esperar. Quem sabe, essa versão não aparece na linha de chassi-cabine que a marca lançará, ainda em 2009.

De qualquer forma, os 115 cavalos da Transit podem agregar ao frotista ou autônomo condições de operar com uma boa relação custo-benefício. Como a linha tem tração traseira, diferente de alguns concorrentes, a economia de pneus é bem maior. Resultado que vai gerar uma diferença no final do mês, na hora de rever as contas.

O que vai chamar também muita atenção do cliente logo de cara, além do pacote de série, deverá ser o conjunto da Transit. “Estamos realmente trazendo uma linha inovadora ao segmento. Os concorrentes usam modelos de outras gerações. Os novos conceitos depositados na Transit vão chacoalhar o mercado”, afirma Luis Sigaud, engenheiro do Projeto Transit.

Segurança

A Ford caprichou nos sistemas de segurança que compõem a Transit. “Queremos oferecer o que há de melhor em segurança ao mercado brasileiro”, completa Sigaud.

Os itens de segurança, não vistos nos concorrentes, especialmente, sendo de série, devem catapultar a linha a um patamar mais premium do mercado. Durante o teste, realizado num hotel de Atibaia (SP), freadas bruscas, curvas em velocidade, paradas em subidas, foram tiradas de letra tanto pelo furgão quanto pela van.

Obviamente, que eles estavam vazios. Carregados, as respostas não são tão ágeis na subida, mas por outro lado darão mais estabilidade no trajeto. Basta o motorista manter o limite de velocidade permitido e não sobrecarregar os veículos.

Alguns sistemas de segurança chamaram a atenção. O HLA – sistema de assistência em rampas – impede que o veículo retorne para trás numa parada em subida. Quando o veículo estacionar num declive com inclinação superior a 4%, o HLA é acionado e “segura” a composição por três segundos.

O EBD – distribuição eletrônica de frenagem – evita o travamento das rodas em situações extremas e ajusta automaticamente a distribuição da força entre as rodas dianteiras e traseiras. Sem dúvida, uma ajudinha e tanto para evitar acidentes.

Cabines

Já estava na hora da Ford trazer ao mercad
Fonte: Webmotors