G1 andou no Nissan Sentra 2010 flex

Nissan Sentra 2010
Câmbio automático CVT é o grande destaque da versão 2.0 SL.
Modelo ganha ´impulso jovem´ para acirrar disputa entre sedãs.

Priscila Dal Poggetto
Do G1, em São Paulo

O Nissan Sentra foi concebido para aproximar gostos de perfis completamente diferentes, o da família e o de jovens solteiros. O apelo, ousado para um sedã, foi a base da campanha publicitária de lançamento do Nissan Sentra, em 2007, com o slogan “não tem cara de tiozão”. Três anos depois, o modelo não conseguiu vendas expressivas perto de concorrentes de peso como o Toyota Corolla e o Honda Civic ou até mesmo sedãs compactos, como o Honda City e o Ford Focus. Apesar da “baixa popularidade”, ele continua a oferecer uma dos melhores relações custo-benefício da categoria.

A versão 2010 ganhou novos faróis, grade e para-choque dianteiro, teto mais curvo e traseira alta, herdados da versão norte-americana. Na parte dianteira, a grade passa a ter três filetes contínuos e ganha um recorte na parte inferior, alinhado ao logotipo da Nissan – tudo para ampliar sua participação no mercado brasileiro.

O G1 avaliou a versão 2.0 SL CVT Flex do Sentra 2010 (R$ 71.990) pelas ruas da capital paulista. Ao sentir o carro, o item de maior destaque do modelo se sobressai nos primeiros metros percorridos: o câmbio automático. Para este tipo de câmbio, as respostas são rápidas. O motorista não passa nervoso ao tentar fazer uma ultrapassagem ou uma manobra que exija mais da transmissão.

A posição da alavanca do câmbio também facilita sua utilização: ela fica no painel, abaixo do rádio. Sua inclinação possibilita, ainda, fácil visualização dos comandos, o que ajuda muito na hora de manobrar o carro.

O motor 2.0 de 143 cavalos de potência e torque de 20,3 Kgfm a 4.800 rpm completam o conforto ao dirigir. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 190 km/h. De acordo com a montadora, o consumo na cidade é de 12,2 km/l (gasolina) e 8,1 km/l (álcool). Na estrada, o consumo é de 17,7 km/l (gasolina) e 11,8 km/l (álcool).

Entre os itens novos de série o sistema de áudio com entrada USB e tela colorida de 4,3´´ (Foto: Divulgação)
O desempenho do carro está em harmonia com o conforto dos bancos, direção elétrica, boa visibilidade dianteira e bom nível de acabamento. Apesar das qualidades, o ponto fraco do carro está na visibilidade da parte de trás. Como a traseira está mais alta na versão 2010, sensores de ré seriam bem-vindos como itens de série, ainda mais na versão topo de linha. Ao estacionar, é mais difícil mensurar a distância entre o carro e qualquer objeto na região.

Para longas viagens, sozinho ou com a família, o carro oferece bom espaço interno para motorista e passageiros, mas falta espaço no porta-malas. Ele comporta 442 litros e fica atrás de muitos de seus concorrentes. Por outro lado, O porta-luvas pode abrigar até 12 litros.

Como itens de segurança e conforto, o carro possui a chave inteligente presencial, acendimento automático dos faróis por sensor crepuscular e sistema de áudio com entrada USB, cabo para conexão de iPod e tela colorida de 4,3″. Recursos “joviais” para um carro que agrada qualquer pessoa aberta a novas opções de sedãs.

Fonte: G1 Globo Online