Ghosn: como sobreviver no setor automotivo

Carlos Ghosn-Pres.da Renault-Nissan
Para lidar com a escalada de custos e escopo da indústria global, os fabricantes de veículos devem ser capazes de competir em todas as tecnologias, mercados e segmentos – advertiu o presidente da Renault Nissan em discurso no Detroit Economic Club.

“Nenhum produtor de 3 milhões de unidades pode atender essas metas” – disse, justificando a aliança estabelecida com a Daimler. Ele assegurou, também, que não é suficiente cumprir com uma ou duas das exigências – e apenas companhias muito grandes podem chegar às três.

Ghosn afirmou que as tecnologias tornam-se mais caras e as montadoras devem ao mesmo tempo desenvolver sistemas a gasolina, diesel, híbridos e elétricos, porque não sabem qual deles prevalecerá. Para ele, é preciso estar presente em todas as partes, não apenas nos mercados desenvolvidos. Enfatizou, ainda, que não é viável ser um player de nicho.

Renault e Nissan não consolidam seus resultados financeiros, mas cooperam em plataformas, powertrains e operações de manufatura. A Renault detém 42% da Nissan.

Ghosn acredita que o desenvolvimento do Mercado chinês deve levar a fusões entre fabricantes domésticos, criando players de maior expressão. “No momento não há um player global chinês. Nenhum deles equivale a uma Renault Nissan ou Volkswagen” – ressaltou, admitindo que existe, porém, a possibilidade de alguma dessas companhias tornar-se uma força mundial com ‘a aquisição de alguma coisa que ninguém queira’.

Fonte: Automotive Business