GM deve apresentar plano e não descarta concordata

Agência Estado | 1/12/2008 – 11h18

Os executivos da General Motors estão correndo para finalizar um plano de viabilidade que deverá ser apresentado nesta semana ao Congresso dos EUA. A expectativa é que a montadora apresente propostas para as problemáticas operações do grupo na América do Norte e uma reestruturação de seu balanço patrimonial.
O plano poderá se tornar público já amanhã. Os diretores da GM insistem que todas as saídas são possíveis, incluindo um pedido de concordata, caso o governo norte-americano não conceda o empréstimo de US$ 25 bilhões pedido em conjunto pela companhia e por suas concorrentes Ford e Chrysler. No mês passado, os parlamentares norte-americanos rejeitaram esse pedido, dizendo às montadores que voltassem nesta semana com provas de que esses recursos federais não serão desperdiçados em um plano de negócios falho.

O enxugamento da liquidez está obrigando a GM a considerar diversas opções para seus negócios, inclusive um pedido para que os portadores de bônus da companhia troquem seus títulos de dívida por ações. Os executivos estudam também a possibilidade eliminar ou vender marcas e reduzir ainda mais a produção na América do Norte.

Nos últimos dias, donos de concessionárias, representantes sindicais e outras pessoas envolvidas com a crise na companhia viajaram para a sede da GM em Detroit para ajudar os executivos a encontrar novas formas de cortar custos. “Tudo é possível”, disse uma fonte próxima do conselho. Depois do desempenho ruim do executivo-chefe do grupo, Rick Wagoner, diante do Congresso no mês passado, o conselho começou a se reunir mais vezes e a levar mais a sério sua tarefa de estudar essas opções.

Wagoner disse na ocasião que um pedido de concordata não era uma opção viável, insistindo que a fabricante entraria em colapso porque os consumidores não gostariam de comprar o carro de uma concordatária e porque o financiamento se tornaria praticamente impossível. Pessoas próximas do conselho afirmam que Wagoner provavelmente será substituído em caso de concordata. Ele tem se apegado a medidas de cortes de custos para enfrentar a crise, mas sua esperança de conseguir financiamento adicional por meio da venda de ativos e de novos empréstimos tem perdido força nos últimos meses.

Amanhã, quando o plano da GM poderá vir a público, o setor automobilístico norte-americano vai divulgar seus resultados de vendas em novembro e são esperados os piores números em várias décadas. Wagoner, por sua vez, deve voltar a participar de audiências no Congresso na quinta e sexta-feira.

Fonte: Webtranspo