GM e sindicato trocam farpas em São José dos Campos

 Empresa e metalúrgicos terão audiência de conciliação na segunda-feira, 25REDAÇÃO ABÀs vésperas de se encontrarem em audiência de conciliação para tentar chegar a um acordo sobre o valor para o pagamento da segunda parcela da PLR 2015 participação nos lucros e resultados, a General Motors e o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos SP travam uma verdadeira batalha de argumentações cada qual para defender suas propostas e interesses. Enquanto o embate não chega ao fim, a greve chega ao seu quinto dia na sexta-feira, 22. Na unidade são produzidos os modelos Trailblazer e S10, além de motores e transmissões. Os trabalhadores cruzam os braços desde a última segunda-feira após rejeitarem a primeira proposta da GM em pagar um valor de R$ 4.250. Após mais uma rodada de negociações, a montadora ofereceu R$ 5 mil mais a primeira parcela do 13º salário, o que foi novamente rejeitada pela maioria dos trabalhadores em assembleia realizada na manhã de terça-feira, 19. Em comunicado divulgado à imprensa nesta sexta-feira, o sindicato reforça que o valor oferecido perfaz um total que está 30% abaixo do valor da PLR paga em 2014. Eles reivindicam parcela acima de R$ 6.405.“A GM é a única grande montadora com fábrica no País a buscar a redução da PLR dos trabalhadores. As outras mantiveram o valor de 2014 ou corrigiram pelo INPC. Já a General Motors quer reduzir em 30% o valor. Em 2014, a empresa pagou R$ 13 mil de PLR. Em 2015, está tentando reduzir para R$ 10 mil, justamente no momento em que os trabalhadores já estão sendo penalizados com a explosão da inflação no País”, afirma o sindicato em nota. A representação dos trabalhadores da unidade de São José argumenta que o que está em negociação é somente a segunda parcela da PLR, uma vez que o 13º salário é um direito previsto em lei. Para o sindicato, o valor proposto pela GM está abaixo das condições reais da montadora: “A GM teve o carro mais vendido do País em 2015, é a segunda maior em vendas e, principalmente, acaba de aumentar de US$ 5 bilhões para US$ 9 bilhões o repasse a seus acionistas. A fábrica de São José dos Campos tem um faturamento anual de cerca de R$ 6 bilhões em 2015. Aqui se produz os carros mais caros da companhia no País, os modelos S10 e Trailblazer, que chegam a custar R$ 180 mil, além da produção de mais de 200 mil motores e 400 mil transmissões em 2015”, diz o comunicado. Por sua vez, a GM faz uma análise global do setor ao argumentar sua proposta: “O mercado automotivo brasileiro registrou uma queda nas vendas em torno de 30% apenas em 2015. A expectativa para este ano é de um mercado em torno de 2 a 2,2 milhões de unidades, uma queda de quase 50% comparado ao recorde de 3,8 milhões de veículos vendidos em 2012. A indústria opera hoje no País com capacidade ociosa superior a 50% e os custos não param de crescer, impactados pela inflação e pela forte desvalorização do real. Até mesmo o Onix, carro mais vendido do País em 2015, sofreu uma queda de 16.5% se comparado ao ano anterior. Apesar dos impactos financeiros resultantes deste quadro, a GM priorizou os trabalhadores e conseguiu oferecer um valor de PR bastante elevado diante das circunstâncias. Os empregados já receberam no ano passado um adiantamento de R$ 8,5 mil e a empresa está disposta a pagar mais R$ 5 mil, totalizando R$ 13,5 mil”, diz a nota. Em ambos os comunicados, os argumentos ganham tom mais pesado quando uma parte critica a postura da outra. A GM escreve: “Mas a intransigência do sindicato, que parece ter uma pauta meramente política e não de real defesa dos interesses dos trabalhadores impede um acordo, mesmo sendo ele desejado pela maioria dos empregados. A greve iniciada na última segunda-feira piora ainda mais o quadro econômico-financeiro da empresa e gera ainda mais prejuízos para a companhia”. A montadora continua dizendo que o valor proposto de R$ 5 mil, “está no limite do possível”, mas que com a rejeição, decidiu ent
Fonte: Automotive Business