GM pede ajuda ao Tesouro para concretizar fusão com a Chrysler

Secretário Paulson preferiria que qualquer custeio viesse dos recursos já aprovados

BLOOMBERG NEWS
MICHIGAN (EUA)

A General Motors, maior montadora dos Estados Unidos , solicitou ao Departamento do Tesouro apoio financeiro para ajudar a companhia a completar a fusão com a Chrysler , da Cerberus Capital Management, informaram duas fontes ligadas ao assunto.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, preferiria que qualquer custeio viesse dos US$ 25 bilhões em empréstimos de juros baixos aprovados no mês passado para o setor automotivo para a fabricação de veículos mais eficientes, e não da ajuda de US$ 700 bilhões do sistema bancário, disseram as fontes, que pediram anonimato porque as conversações são particulares.

Os executivos da GM pediram ao Tesouro para analisar uma participação na companhia com sede em Detroit, informou uma das fontes, embora o governo relute em fazer isso. A ajuda do governo federal poderá elevar os recursos para as montadoras que perdem dinheiro enquanto aguardam as poupanças com fusões que, segundo os analistas, poderão levar meses para se realizar.

O mercado automotivo dos Estados Unidos poderá recuar este ano para o menor nível desde 1993, à medida que o arrocho de crédito e a economia em desaceleração reduzem a demanda.

Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca, se recusou a fazer comentários sobre qualquer ação federal a respeito das conversações de fusão. GM e Chrysler, primeira e terceira maiores montadoras dos EUA , não estão comentando sobre suas conversações, assim como a Cerberus, empresa compradora de ativos com sede em Nova York e gerenciada pelo investidor Stephen Feinberg.

Custo da reestruturação As montadoras estimaram que uma fusão irá necessitar de US$ 10 bilhões para fechar fábricas, demitir funcionários, integrar operações e captar liquidez, divulgou o Wall Street Journal, citando pessoas envolvidas nas conversações.

Fonte: Gazeta Mercantil