GM refaz desenho do Chevrolet Cobalt 2016

 Com menos versões, preço sobe de 10% a 12%; parte de R$ 52.690PEDRO KUTNEY, ABLançado em 2012 e projetado pela engenharia da General Motors no Brasil para o Terceiro Mundo sob o conceito “cheap space” espaço barato, com tamanho de sedã médio e preço de pequeno, o Chevrolet Cobalt parecia ter saído das pranchetas do concretismo socialista, em que a racionalidade não dá brechas à emotividade do consumo capitalista. Para resumir, fica mais fácil dizer que o carro era funcional, espaçoso e feio. “Quando projetamos o Cobalt tudo era razão, não pensamos em emoção”, justifica Carlos Barba, diretor de design da GM América do Sul. Após três anos de mercado com 191 mil unidades vendidas no Brasil, a versão 2016 do modelo que chega às concessionárias este mês ganhou traços mais agradáveis ao olhar. Melhorou assim onde era mais fácil melhorar: no design. O visual melhorou mas os preços pioraram, ficaram de 10% a 12% mais caros, ainda que o carro tenha ganhado mais equipamentos desde a versão mais básica, que vem com ar-condicionado, direção hidráulica e acionamento elétrico de travas, retrovisores e dos quatro vidros. O número de versões foi reduzido de nove para cinco, incluindo no corte a mais barata LS 1.4 e as 1.8 LT e Graphite. Agora a linha Cobalt começa com o LT 1.4 manual por R$ 52.690 e chega a R$ 67.990 na nova versão topo de linha Elite 1.8, disponível unicamente com transmissão automática de seis velocidades e pacote de equipamentos completo, sem opcionais. Mesmo com a alta dos preços que torna o Cobalt mais caro do que seus concorrentes “cheap space” Renault Logan e Fiat Grand Siena, a GM calcula que as vendas do modelo em 2016 vão seguir o mesmo ritmo de 2015, na casa das 22 mil unidades emplacadas. Até agora os principais clientes do Cobalt foram homens casados 80% com ao menos dois filhos 66%. “É uma compra racional, de alguém que quer conforto e conteúdo. Esperamos agora com o novo design atrair também clientes mais aspiracionais”, afirma Gustavo Rotta, gerente de marketing de produto da GM Brasil. A montadora estima que 40% das vendas do novo Cobalt sejam das versões 1.4 LT e LTZ ambas só disponíveis com câmbio manual, outros 40% da LTZ 1.8 manual e automática e os 20% da topo de linha Elite 1.8 automática. “Hoje as vendas do Cobalt automático chegam a 30% da gama e a tendência é chegar a 40%, pois os consumidores estão buscando mais esse conforto”, diz Rotta. MAIS EQUIPAMENTOS E CONECTIVIDADE No interior o Cobalt 2016 traz novos revestimentos dos bancos e as versões a partir da LTZ 1.4 têm volante multifuncional a segunda geração do sistema multimídia MyLink com tela tátil no centro do painel. As opções topo de linha LTZ e Elite 1.8 automáticas também contam com o sistema de telemática OnStar, acionado por botões na base do retrovisor interno. O Novo Cobalt agrega mais equipamentos e conectividade em todas as versões. A partir do LTZ 1.4, já são de série rodas de alumínio, sensor de estacionamento, faróis de neblina, piloto automático, volante com controles multifuncionais e computador de bordo. A topo de linha Elite inclui ainda câmera de ré, sensores de chuva e crepuscular e rodas de alumínio com design exclusivo. Em todas as quatro versões LTZ 1.4, LTZ 1.8 e Elite está presente de série a segunda geração do MyLink, com novo design mais interativo. O sistema multimídia pode ser conectado ao telefone celular do motorista e agora integra o Android Auto, do Google, e o CarPlay, da Apple, para espelhar na tela de sete polegadas sensível ao toque uma série de aplicativos de smartphones que rodam com um dos dois sistemas operacionais – como programas de navegação, por exemplo. O MyLink também tem opções de comando por voz, como ditar e ouvir mensagens de texto por meio dos alto-falantes do veículo, obter itinerários, consultar condições de trânsito, fazer buscas de restaurantes e outros pontos de interesse ou acessar aplicativos, e
Fonte: Automotive Business