Golf VI será produzido no Brasil até 2012


Hatch ficará igual à versão vendida atualmente nos países europeus

Rafaela Borges – O Estado de S.Paulo

EVOLUÇÃO – Hatch foi lançado no ano passado na Europa
e aqui, substituirá o atual da quarta geração, redesenhado há quase três anos

Entre 2011 e 2012, começará a ser produzido no Brasil o Golf VI, que está à venda na Europa. Aqui, a VW ainda oferece a quarta geração, que recebeu retoques visuais em 2007.

A chegada do novo modelo está incluída no investimento que a Volks anunciou na semana passada, de R$ 6,2 bilhões, o maior desde a construção da fábrica de São José dos Pinhais (PR), no fim dos anos 90.

O montante será consumido entre o ano que vem e 2014, principalmente nas fábricas de São Bernardo do Campo e São Carlos, ambas em São Paulo.

Apesar disso, a expectativa é que o Golf de sexta geração substitua o atual na linha de produção do Paraná. O Golf VI é feito sobre a plataforma do hatch de quinta geração – a mesma do sedã mexicano Jetta. Porém, a base recebeu atualizações, permitindo redução de custos. A do Golf V é mais cara.

PARA 2010

A Volkswagen terá 13 novidades do ano que vem, entre versões, reestilizações e modelos inéditos. A picape média Amarok será uma das primeiras a chegar, no começo do ano. Com ela, a fabricante pretende dar um passo importante rumo à liderança de mercado, perdida no início da década para a Fiat.

“Ainda estamos atrás por causa dos comerciais leves, mas esperamos resolver isso com a Amarok e um ano inteiro de vendas da nova Saveiro”, diz o vice-presidente de Marketing e Vendas da VW, Flávio Padovan. Na mesma época, a perua SpaceFox receberá reestilização.

O Polo será atualizado entre o fim do ano que vem e o início de 2011, informam fontes. O hatch ficará igual ao europeu e deverá ser feito em São Bernardo do Campo, como o atual. Quanto ao sedã, é certa sua produção no México, para os EUA.

O Polo Sedan terá entre-eixos mais longo e, por isso, ganhará armas na briga com Fiat Linea e Honda City, seus rivais atuais. Por causa do acordo de livre comércio automotivo com o México, há chance de “nossa” versão vir de lá (sem impostos).

Fonte: O Estado de São Paulo