Governo americano mantém mistura de álcool na gasolina

 A Agência de Proteção Ambiental do governo norte-americano manteve a obrigatoriedade da mistura de 10 por cento de etanol na gasolina vendida no país. A entidade rejeitou um pedido de vários estados do país, que se baseava na queda da produção de milho, utilizado nos Estados Unidos como matéria prima para a produção do álcool combustível.

A colheita menor este ano deveu-se a uma seca de verão e levou a uma alta nos preços com consequências diretas na área de alimentação e criação de gado.

Para atender à demanda provocada pela obrigatoriedade da mistura do etanol à gasolina, é necessária cerca de metade da produção americana de milho.

Ambientalistas são contra – Segundo a Agência de Proteção Ambiental, a política de adição de álcool ao combustível fóssil, que visa reduzir as importações de petróleo dos EUA, só será mudada em caso de grande ameaça á economia. As análises da agência constataram um aumento médio nos preços dos produtos dependentes do milho de menor de um por cento.

Além de criadores de animais e donos de restaurantes, os protestos contra o uso do etanol como combustível incluem ações de grupos ambientalistas, que afirmam que o álcool derivado do milho não é uma fonte limpa de energia. Esta é uma rara ocasião em que ambientalistas e a indústria do petróleo assumem a mesma posição com relação à produção de energia.

Paralelamente, empresas e entidades que pesquisam a produção de etanol a partir da celulose, utilizando desde serragem de madeira à palha resultante da colheita de cereais, aplaudiu a medida do governo. Para esse setor, caso a obrigatoriedade seja reduzida, haverá menos espaço para o desenvolvimento dessa tecnologia, que poderá levar a uma produção com custos bastante inferiores.

Jorge Meditsch

Fonte: Auto Estrada