Governo e montadoras avaliam perspectivas do setor automotivo

A Amcham-São Paulo promoveu dia 13 de março encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para discutir as perspectivas para a indústria automotiva em 2009. Participaram do encontro Marcos de Oliveira, presidente da Ford do Brasil e Mercosul, José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil e Décio de Almeida, diretor-presidente do Banco Volkswagen.

O ministro afirmou que as perspectivas para a indústria automotiva brasileira são muito mais positivas do que as previsões do final do ano passado. “As vendas internas de automóveis e comerciais leves devem se igualar ao desempenho do ano passado. Temos imensa vantagem sobre outros países do mundo”, afirmou. Em tom otimista, mencionou que o carro ainda é o produto mais desejado pelo brasileiro, que a demanda continua crescendo e que a importância do setor é indiscutível.

Miguel Jorge afirmou que a situação favorável se justifica pela melhor distribuição de renda no país, ampliação do crédito, crescimento do emprego e pulverização do consumo para todas as regiões brasileiras. Ele enfatizou as medidas de incentivo do governo e as parcerias público-privadas. Destacou acordos com outros países, ampliação do crédito pelo BNDES, oferta de uma linha de crédito de R$ 4 bilhões, no âmbito do Banco do Brasil, aos bancos das montadoras, abertura de uma linha específica da Nossa Caixa (São Paulo) e redução do IPI, prorrogada até 30 de junho.

Marcos de Oliveira, presidente da Ford do Brasil e Mercosul, elogiou o trabalho do governo brasileiro e citou os bons momentos vividos pela indústria automotiva desde 2005. “A Ford não deixou de investir em novos produtos. Pelo contrário, aumentou a produção, melhorou processos e vai modernizar a unidade de motores de Taubaté, em São Paulo”, afirmou na Amcham. As vendas da montadora cresceram 28% no 1° trimestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Com seis meses de crise, o Brasil é um case de sucesso, graças à parceria entre o setor privado e o governo. O volume de negócios é praticamente o mesmo de antes da crise. Temos fatores macroeconômicos nunca vistos aqui no Brasil. A indústria automotiva conseguiu escapar de consequências piores, afirmou o diretor-presidente do Banco Volkswagen, Décio de Almeida.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil, confirmou que a GM pretende desenvolver novos produtos e concluir até 2012 a aplicação de US$1 bilhão na nova fábrica de motores em Joinville, SC
Fonte: Automotive Business