Governo estudará demissões da Peugeot-Citroën

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, analisará, na volta da reunião do G20, as demissões anunciadas na segunda-feira, 30, pela montadora PSA Peugeot Citröen. Segundo comunicado emitido ontem, 31, pela assessoria do Ministério, o governo não pode obrigar as empresas automobilísticas a preservar os postos de trabalho, mas lembrou que a manutenção dos empregos consta do acordo que estendeu a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por três meses. “O governo não tem como obrigar as montadoras a manter o emprego. Mas, sendo o IPI um tributo regulatório, o governo tem a prerrogativa de voltar atrás no benefício fiscal, caso a indústria (como um todo e não apenas uma empresa específica) não cumpra o acordo de não demissão”, destacou o comunicado. O Ministério, no entanto, ressaltou que ainda não existe nenhuma expectativa sobre eventual revisão do acordo. “Não existe decisão tomada nesse sentido”, informou a assessoria. As demissões ocorreram no mesmo dia em que o governo prorrogou, até o final de junho, a redução do IPI para automóveis de até 2 mil cilindradas, caminhões e caminhonetes. Durante o anúncio da desoneração, o ministro da Fazenda afirmou que a preservação dos empregos era uma das principais novidades do acordo. As dispensas ocorreram na única fábrica da montadora no País, no Rio de Janeiro. Dos 700 trabalhadores do terceiro turno, 250 perderam o emprego. Apesar de anunciado na segunda-feira, 30, o acordo só entrou em vigor ontem, 31. Em tese, a montadora não descumpriu o acerto com o governo, pois as demissões aconteceram na véspera de o IPI reduzido ser prorrogado.

Fonte: Auto Z News