Greve na GM de São José vai parar na Justiça

 Montadora e sindicato terão audiência de conciliação na segunda-feira, 25REDAÇÃO ABNo dia em que a greve dos trabalhadores da fábrica da General Motors em São José dos Campos SP chega ao quarto dia a GM informa por meio de comunicado que protocolou um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas SP, sinalizando o fim das negociações. Uma audiência de conciliação foi marcada para a segunda-feira, 25, onde serão discutidas as alternativas sobre o valor da segunda parcela da PLR para os empregados da unidade. Na nota divulgada na quinta-feira, 21, a GM reafirma que utilizou todos os recursos para evitar o corte de empregados, como férias coletivas, layoff, banco de horas e PDVs, programas de demissão voluntária. “A GM espera que um acordo seja feito em breve e assim as atividades no complexo possam ser retomadas normalmente.” Também por meio de nota, o sindicato dos metalúrgicos da região afirma que irá participar da audiência e que a greve aprovada pelos trabalhadores na última segunda-feira será mantida “até que uma nova proposta de PLR seja negociada ou até que a Justiça do Trabalho julgue o caso”.Os funcionários decidiram cruzar os braços após rejeitar a proposta da GM para o pagamento da segunda parcela da PLR no valor de R$ 5 mil e adiantamento da primeira parcela do 13º salário. Os metalúrgicos reivindicam pagamento mínimo de R$ 6.405. Na planta de São José dos Campos a produção permanece 100% parada. Lá são fabricados os modelos Trailblazer e S10, além de motores e transmissões. Segundo o sindicato, em 2015 foram produzidas 40 mil unidades da S10 na planta, gerando um faturamento de R$ 4,8 bilhões com este produto.METALÚRGICOS APROVAM PLR EM SÃO CAETANO DO SUL Já na fábrica da GM em São Caetano do Sul SP os trabalhadores aprovaram o valor de R$ 4.250 proposto pela montadora referente ao pagamento da segunda parcela da PLR em assembleia realizada na quarta-feira, 20. A quantia será paga na sexta-feira, 22. Durante as negociações desta semana, a montadora propôs o valor de R$3.500, o que não foi aceito pelos funcionários, que chegaram a entregar um aviso de greve. Com o novo valor aprovado, a greve foi descartada. “Este não é o momento oportuno para greve. A fábrica está com 80 dias de estoque, se entrarmos em greve só irá nos prejudicar e ser benéfico para a empresa”, afirmou o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão.
Fonte: Automotive Business