Há 94 anos, a Ford dobrava o salário de seus operários

No dia 5 de janeiro de 1914, a Ford passou a pagar a seus operários um mínimo de U$ 5,00 por dia de trabalho. O valor era praticamente o dobro do oferecido pelas outras indústrias automotivas e provocou uma verdadeira revolução no mercado nas mais diversas áreas.
Descontado quase um século de inflação, o valor mínimo recebido na época por um funcionário da Ford eqüivaleria hoje a cerca de US$ 106,00 (aproximadamente R$ 265,00). Os novos salários criaram uma nova classe de consumidores que, além de melhorarem imediatamente seu padrão de vida, passaram a ser compradores potenciais do próprio carro que fabricavam. Em 1914, o Ford Modelo T básico custava US$ 550,00.

Lucros – A notícia do aumento do salário básico em janeiro de 1914 veio acompanhada por outra, de igual repercussão. Henry Ford, o proprietário da empresa, decidiu distribuir aos seus funcionários US$ 10 milhões, como participação nos lucros da empresa que, no ano anterior, chegaram a US$ 28 milhões. O mesmo comunicado informava que a Ford passava a operar em três turnos de oito horas, em lugar de dois de nove, abrindo milhares de vagas para novos operários.

Curiosamente, embora também fossem beneficiados pelo novo salário, “garotos” (trabalhadores solteiros com menos de 22 anos) e mulheres não foram incluídos na repartição dos lucros, com exceção dos que comprovassem ser financeiramente responsáveis por suas famílias.
JM
Fonte: Auto Estrada