Importadores da Abeifa sofrem queda de 35% nas vendas de 2015

 Com apenas 55 mil veículos importados vendidos até novembroREDAÇÃO ABCom o empurrão adicional da alta do dólar sobre o real que já ultrapassa os 45% em 2015, as vendas dos importadores de veículos filiados à Abeifa Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores registram retração superior à da média de mercado, que no total encolheu 25% de janeiro a novembro em comparação com o mesmo período de 2014. Nesse intervalo de 11 meses, os emplacamentos de modelos importados pelos sócios da entidade recuaram 34,8%, com 55.058 unidades vendidas. Em novembro isoladamente foram emplacados 3.976 veículos importados pelos associados da Abeifa, o que resulta em redução de 46% sobre o mesmo mês de 2014. O volume ficou praticamente estável em relação a outubro passado, com imperceptível aumento de 0,1%. Na avaliação da Abeifa, o resultado negativo deste ano está ligado diretamente à retração da atividade econômica em conjunto com a desvalorização do real, que torna os produtos importados naturalmente mais caros justamente em momento de recuo da renda. Com isso, nem mesmo o tradicional aquecimento das vendas no fim do ano deverá compensar o declínio acentuado de 2015. “O último trimestre do ano, historicamente, é um período de bons negócios para o mercado de automóveis, porém, este ano teremos um resultado bastante distinto dos anos anteriores, com redução expressiva de vendas para o nosso setor”, destaca Marcel Visconde, presidente da Abeifa. Com produtos mais caros e mais taxados, os associados da Afeifa vêm perdendo participação no mercado brasileiro. As vendas de janeiro a novembro representaram o equivalente a apenas 14,8% das importações de carros no País. No mesmo período de 2014, este porcentual era de 15,4%. O movimento é similar ao que vem ocorrendo com as importações de veículos em geral de sócios e não-sócios da Abeifa, que chegaram a representar quase 21% dos emplacamentos em 2012 e após a adoção de medidas protecionistas desceram para 18,8% em 2013, depois a 17,6% em 2014 e nos 11 meses de 2015 são 16,1% do total de emplacamentos no Brasil.
Fonte: Automotive Business