Indian cancela abertura de novas revendas

 No entanto, fabricante mantém meta de negociar 800 motos até o fim do anoMARIO CURCIO, AB | De Tuiuti SPA queda no mercado de motos fez a Indian adiar a abertura de novas concessionárias e manterá até o fim do ano apenas as quatro já inauguradas. Porém, ainda espera vender 800 motos no Brasil em 2016, mesmo volume estimado no segundo semestre do ano passado, quando iniciou a produção e venda no Brasil. “Ainda vamos decidir onde abrir, em 2017, as duas próximas. Uma será no Nordeste e outra no Sul. Quando houver uma sétima será em Goiás ou em Brasília DF”, afirma o diretor-geral da marca, Rodrigo Lourenço. As quatro casas já abertas ficam nas capitais São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Florianópolis. “As vendas estão dentro do esperado, num volume crescente depois do Salão Duas Rodas. Desde o começo da operação já repassamos à rede cerca de 200 motos”, revela o diretor-geral. Desde novembro há três modelos disponíveis: Scout, com motor refrigerado a líquido de 1.100 cc e tabela de R$ 49.990, Chief Classic e Chief Vintage, estas duas com um baita 1.800 cc arrefecido a ar e óleo e preços, respectivamente, de R$ 79.990 e R$ 89.990. Elas vêm sendo montadas em Manaus AM dentro da fábrica da Dafra. Ducati, BMW, KTM e MV Agusta também estão abrigadas nesse mesmo teto. “É a melhor opção enquanto não temos volume”, diz Lourenço. As Indian vêm desmontadas dos Estados Unidos e recebem como itens nacionais pouca coisa além dos pneus. A marca nasceu em 1901. Mudou de mãos mais de uma vez. Desde 2011 pertence à empresa Polaris, que já revendia no Brasil seus quadriciclos fabricados nos EUA e México e queria um pedaço do mercado de motos de alta cilindrada, que vinha crescendo até 2014, quando superou 50 mil unidades emplacadas, mas registrou queda de quase 5% em 2015. No caso da Harley-Davidson, a concorrente mais direta da Indian, as vendas no ano passado encolheram 11%. Queda de mercado, desvalorização cambial, alta dependência de conteúdo importado… Seria mesmo o momento de montar uma operação no Brasil para vender menos de mil motos num ano? Quando questionado se em algum momento pensou em adiar a operação ou se já era tarde demais, Lourenço garantiu: “Nunca pensamos em adiar, mas a crise nos obrigou a redimensionar várias vezes a operação.” A fábrica onde as motos são montadas nos Estados Unidos fica em Spirit Lake, Iowa. Nas próximas semanas chegarão mais dois modelos de 1.800 cc, a Chieftain e a Roadmaster, com diferenças de acabamento, mas muito parecidas na essência com as outras duas Chief, até por utilizar o mesmo motor. Na prática o concessionário terá no showroom uma moto menor e de projeto mais ousado Scout e quatro variações sobre um mesmo tema Chief. Esse talvez seja o maior desafio, atrair compradores com apenas dois projetos realmente diferentes.
Fonte: Automotive Business