Inteligente, Audi A8 acelera e freia sozinho no trânsito


FELIPE NÓBREGA
DE SÃO PAULO

Quem espera por um Audi A8 todo modernoso toma um susto ao se deparar com a nova geração do luxuoso sedã de meio milhão de reais.
Primeiro porque, por fora, não inspira ser muito mais do que um mero A4 espichado.

João Brito/Folhapress

Os fárois do Audi A8 ajustam a luminosidade e foco conforme condições do ambiente e do tráfego
Mesmo que as formas do A8 agradem, ainda fica a sensação de que o topo de linha da marca mereceria traços mais egocêntricos. Assim como a Jaguar fez com o XJ.
Dentro do Audi, porém, o susto é outro. É tanta eletrônica que o motorista precisa passar por um curso de quase quatro horas para poder se familiarizar com todos os equipamentos disponíveis.
A lição começa com o controle adaptativo de cruzeiro, que nada mais é do que a possibilidade de guiar o carro na cidade sem a necessidade de tocar nos pedais do freio ou do acelerador.
Basta ajustar a velocidade máxima e a distância que se quer manter em relação ao carro da frente para que o A8 siga o fluxo. Sozinho.
MAGNATA
Assim, a atenção se volta apenas ao volante e às lombadas. Baixo e comprido (são 3,12 m só de entre-eixos), o Audi raspa fácil em obstáculos. É quando você percebe quão útil é o botão que eleva a macia suspensão a ar.
Já o “home theater” Bang & Olufsen –com memória para até 3.000 músicas– e as quatro poltronas com massageador e ajuste de temperatura tratam qualquer ocupante como magnata.
Mas só os de trás têm vidros com cortina elétrica e frigobar (opcional) à disposição. O motorista, no entanto, diverte-se com o motor 4.2 V8 de 372 cv –22 cv a mais do que o da geração anterior.
Ainda assim é menos potente que o BMW 750i (407 cv), por exemplo. Em contrapartida, o Audi é quase 100 kg mais leve, tem câmbio de oito marchas e tração integral (favorece a aderência).
São eles que ajudam o A8 a acelerar de 0 a 100 km/h em parcos 6s –e sem trancos. Tudo para que a pressa não tire nenhuma gravata do seu devido lugar.

Fonte: Folha Online