BMW e Mercedes podem compartilhar plataforma no futuro, dizem alemães

BMW e Mercedes podem compartilhar plataforma no futuro, dizem alemães

Os EUA ainda possuem suas Big Three, mas a Alemanha também tem seu trio, mas de luxo. Audi, BMW e Mercedes bem sempre estão em disputa para ver quem se sobressai. A rivalidade vem de muitas décadas e no caso das duas últimas, chegou a ser bem acirrada em certos períodos.

Mas, poderíamos imaginar BMW Série 1 e Mercedes Classe A sobre a mesma plataforma? Para os puristas isso não seria algo estranho, já que os dois carros não representam mais a essência de suas marcas devido à tração dianteira (o primeiro estreia este ano).

De qualquer, imaginar que BMW e Mercedes poderiam ir tão longe também é compartilhado por algumas fontes do jornal alemão Handelsblatt, que sugerem uma parceria entre as rivais do luxo nos próximos anos. Segundo o periódico germânico, as duas empresas estão trabalhando para fazer coisas juntas, mesmo que isso implique em questões legais.

BMW e Mercedes podem compartilhar plataforma no futuro, dizem alemães

A elevação constante dos custos e a busca por margens maiores, que no caso significam volumes maiores, são questões que estão fazendo com que BMW e Daimler comecem a se entender. Um dos objetivos é melhorar a lucratividade nos EUA e também reduzir os custos com aquisição de baterias de lítio para seus futuros elétricos.

Mas, o que realmente pode cortar bilhões de euros anualmente, segundo os alemães, é o compartilhamento de plataforma. Com as novas gerações da dupla de entrada de BMW e Mercedes, espera-se que o entendimento ocorra para as seguintes, após 2025.

Analistas de mercado entendem que a busca por mais dinheiro, fará com que as duas marcas engulam seus egos e deixem as rusgas para trás. Na condução autônoma e compartilhamento, ambas correm com parceiros americanos diferentes, mas mesmo assim, elas não poderão concorrer com Uber e Waymo, por serem pequenas.

BMW e Mercedes podem compartilhar plataforma no futuro, dizem alemães

Isso sem contar que o modelo de negócio na China, o maior mercado para elas, é diferente no que diz respeito à automação, deixando Europa e EUA com uma outra opção de tecnologia. Tudo isso gera custos e, sozinhas, elas poderão ficar para trás.

Mas, mesmo que BMW e Daimler apertem as mãos em todos os sentidos do negócio automóvel, as leis estarão de olho. A União Europeia já investigou ambas por conta de acordos suspeitos e sabe-se que a BMW teria recusado uma proposta da Mercedes para desenvolver filtros especiais para motores diesel.

O temor é que a UE veja como uma forma de bular as regras de mercado e as leis de emissão, mesmo tendo-se em conta que a Daimler teria sugerido outros fabricantes alemães suspeitos em casos de emissão ilegal, a fim de aliviar sua própria carga, o que poderia incorrer em multas para a BMW, embora esta tenha provado estar “limpa”. E então, teremos mais adiante uma plataforma UKL-MFA?

[Fonte: Handelsblatt]

 

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