IPI reduzido será prorrogado. Poderia ser definitivo?

A notícia vazou na sexta-feira e atrapalhou os feirões no final de semana: o IPI reduzido será prorrogado por três meses. Falta só o anúncio oficial, que chega na segunda ou terça-feira. As montadoras garantirão emprego, mas terão não terão obrigação de renovar contratos temporários que vencerem na vigência do novo programa do IPI. Os sindicalistas concordaram também com eventuais programas de demissões voluntárias, como o pretendido pela Ford.

Há controvérsia sobre os resultados do programa. Enquanto o governo fala em perda de arrecadação, os dirigentes da indústria automobilística batem na tecla dos ganhos assegurados pelo aumento de volume nas vendas. “O governo ganha” – assegurou recentemente Paulo Butori, presidente do Sindipeças. Se é assim, todos ganham, inclusive o consumidor. E, afinal, por que não tornar definitiva a redução do IPI?

A redução no imposto garantiu a retomada das vendas de automóveis e comerciais leves. Os emplacamentos no trimestre estarão ligeiramente acima do mesmo período de 2008, embora o segmentos de caminhões, ônibus, motocicletas e máquinas agrícolas ainda patinem na dependência de outros estímulos – como crédito – para a retomada.

Os carros com motor acima de 2 litros não serão beneficiados, mas a queda para zero do IPI de veículos com motor de até um litro será fundamental para preservar o nível de vendas dos populares, já que ainda há dificuldade na área de crédito. Veículos flex com motor 1.4 a 2.0 litros terão IPI de 5,5%; os movidos a gasolina, de 6,5%.
Fonte: Automotive Business