Itália confirma entrada em recessão no terceiro trimestre

Da AFP

A Itália entrou em recessão no terceiro trimestre, período durante o qual seu PIB recuou 0,5%, segundo a segunda-feira estimativa do Instituto nacional de estatística Istat, publicada nesta quarta-feira, que conforma seus primeiros dados da segunda quinzena de novembro.

Em relação ao terceiro trimestre de 2007, o PIB recuou 0,9%, confirmou também o Institut. No segundo trimestre, o PIB já havia caído 0,4% em relação ao primeiro trimestre.

O recuo do PIB no terceiro trimestre se deve a uma queda da demanda nacional global e da demanda estrangeira de 0,3%, assim como uma queda dos investimentos de 0,4%, destacou o Istat.

Em contrapartida, o consumo das famílias continuou avançando, com alta de 0,1%.

Por setor, o valor agregado da agricultura caiu 3%, o da indústria 1,4% (construção incluída) e dos serviços, 0,2%.

A Itália não registrava recessão técnica (dois trimestres consecutivos de recuo do PIB) desde o último trimestre de 2004 e o primeiro trimestre de 2005, quando o PIB caiu 0,2% e 0,1%.

O quarto trimestre, inclusive, se anuncia sombrio para a terceira economia da zona euro, a produção industrial recuou 1,2% em outubro, segundo dados publicados pelo Istat nesta quarta-feira.

O governo de Silvio Berlusconi espera ainda oficialmente um crescimento de 0,1% em 2008 e 0,5% em 2009, mas suas previsões foram estabelecidas sem setembro, antes do agravamento da crise.

Segundo o Istat, a aquisição de crescimento (taxa de crescimento garantida de ser atendida, se o crescimento for igual a zero no último trimestre) para a Itália no fim do terceiro trimestre já é negativa: -0,3%.

Em suas últimas previsões, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) indicou que esperava um recuo do PIB da Itália de 0,4% este ano e de 1% em 2009, enquanto o FMI prevê um recuo de 0,2% em 2008 e de 0,6% em 2009.

Para enfrentar a recessão, o governo adotou no fim de novembro um pacote de medidas destinado às famílias e às empresas, mas suas margens de manobra são limitadas em razão da enorme dívida pública do país.

De um total de 6 bilhões de euros para 2009, elas prevêem ainda um bônus `às famílias modestas, deduções fiscais para as empresas e um aumento dos recursos financeiros para financiar o desemprego técnico.

Ele também previu injetar fundos nos bancos para que eles aumentem a quantia de seus empréstimos ás empresas para ativar a máquina econômica.

No total, o governo calcula sua intervenção em 80 bilhões de euros em vários anos, mas segundo a oposição de esquerda o uso da maior parte destes fundos, atribuídas principalmente para a União Européia para a construção de infra-estrutura, já era previsto antes da crise.

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Fonte: Diário do Grande ABC