Jeep Renegade encara com valentia viagem de 2.000 km à Venezuela

 Aventura a bordo do modelo da Jeep vai de Manaus a Isla de Margarita Andrea Martins     Colaboração para o Carpress, na Isla de Margarita Venezuela Um dos roteiros de férias que tem atraído a atenção de amazonenses e roraimenses é chegar à Isla de Margarita, na Venezuela, de carro. Os preços baixos – principalmente da gasolina venezuelana – e a proximidade da fronteira dos Estados do Norte do Brasil com o país vizinho incentivam turistas a encarar cerca de 2.000 quilômetros de estradas para ir de Manaus a Puerto la Cruz, cidade portuária de onde partem os ferryboats para Margarita. Para encarar essa aventura de 1.944 quilômetros só de ida, o carro escolhido foi o Jeep Renegade 1.8 Sport com câmbio manual e tração 4×2. O veículo pertence ao maestro Marcelo de Jesus, paulista de 44 anos que mora em Manaus há 13 anos e trabalha no teatro Amazonas, um dos cartões postais da capital amazonense. O maestro comprou o Renegade em maio. “Como já tinha ouvido muita gente de Manaus falar que tinha dirigido até Margarita, pensei: ‘Com esse carro posso fazer uma viagem dessa’”, lembra. Na viagem ele teve a companhia de dois amigos: o chef de cozinha Marcelo Favaro, 45, e a jornalista Andrea Martins, 44, esta que vos escreve, os dois de São Paulo. Foram quatro dias para chegar ao destino final, por conta da burocracia para conseguir a documentação de entrada das pessoas e do veículo na aduana da fronteira, das longas distâncias e das condições das estradas, com vários trechos sem sinalização, acostamento e buracos na pista. As Alcabalas postos de controle na estrada também tornam a viagem mais demorada. São dezenas de paradas para verificação de documentos e até revistas de porta-malas e bagagem, geralmente nas entradas e saídas de cidades e povoados. Na hora de passar pelos soldados armados da GNB Guarda Nacional Bolivariana ou policiais algumas precauções são fundamentais: abaixar todos os vidros do carro, tirar óculos escuros e responder com calma a todas as perguntas. Ter toda a documentação em ordem e alguns bombons que eles quase sempre pedem e os chamam de “garotos” podem ajudar numa abordagem mais tranquila.Pegando a estrada A saída de Manaus foi de madrugada, às 4h30, para rodarmos somente durante o dia e conseguir chegar a Santa Elena de Uairén, na Venezuela, ainda com luz. Três malas médias, de rodinha, foram acomodadas no porta-malas de 260 litros do SUV. Mochilas e um “cooler” para alimentos e bebidas tiveram de ir no banco de trás. Seguindo pela rodovia BR 174 passamos por Presidente Figueiredo, famosa pelas cachoeiras imponentes, até chegarmos à reserva indígena Waimiri-Atroari, a 204 quilômetros de Manaus. A estrada estava bem conservada e sinalizada, com um pequeno trecho esburacado e sem asfalto, mas já reparado no retorno da viagem. São 120 quilômetros de reserva, com a possibilidade de ver alguns índios no caminho. Mas atenção: é proibido parar ou fotografar. Uma recordação? Só mesmo da loja de artesanato montada em uma oca na saída da reserva.Mesmo com dimensões enxutas, o Jeep Renegade ofereceu sensação de robustez ao volante. Bastante confortável na cidade, apesar das saídas um pouco “pesadas” nos semáforos, mostrou-se com bom desempenho na estrada, atingindo com facilidade velocidades mais altas e mantendo boa estabilidade em curvas – item bastante positivo para um carro mais alto 1,66 metro de atura. As suspensões dianteira e traseira independentes e com barra estabilizadora ofereceram conforto, mesmo em pavimentos irregulares ou estradas esburacadas. E encontramos alguns trechos com buracos expressivos ao longo da viagem. Cruzamos a Linha do Equador a 350 quilômetros de Manaus. O lugar está demarcado por um monum
Fonte: UOL Carros