Juiz dá prazo para VW reparar motor diesel nos EUA

 Companhia tem até o fim de março para resolver fraude de emissão REDAÇÃO ABQuase seis meses depois de admitir o uso desde 2009 de um software para fraudar em testes de laboratório as emissões de poluentes de seus veículos equipados com motores diesel, a Volkswagen ainda não conseguiu chegar a um acordo sobre como resolver o problema em 600 mil veículos vendidos nos Estados Unidos –, justamente onde eclodiu o escândalo do dieselgate, após medições em condições reais de uso mostrarem emissões de NOx 40 vezes maiores do que o permitido pela legislação. Segundo a agência Reuters, em uma audiência no tribunal de São Francisco na quinta-feira, 25, o juiz federal americano Charles Breyer deu prazo até o próximo dia 24 de março para que a montadora e a agência de proteção ambiental EPA apresentem uma resolução aceitável para corrigir os motores fraudados. “É um problema em curso que precisa de senso de urgência”, disse Breyer em sua decisão. Na audiência, o juiz foi informado pelo advogado Robert Giuffra, contratado pela Volkswagen, que “estão progredindo” as discussões entre a companhia e o Departamento de Justiça, a agência de proteção ambiental EPA e o Estado da Califórnia para ajustar uma solução para o caso. A Volkswagen admitiu que vendeu 11 milhões de veículos diesel em 100 países equipados com o software fraudador. No fim do ano passado, a empresa aprovou com o governo alemão um plano de recall para reparar os motores adulterados, que na maior parte dos casos envolve apenas uma recalibração da central eletrônica de gerenciamento. A campanha já começou na Europa e deve se estender pelo resto do ano. Nos Estados Unidos, ao que parece os limites de emissões mais rigorosos não permitem o uso da mesma solução. O Departamento de Justiça já aplicou multa de US$ 46 bilhões à Volkswagen, por violação de leis ambientais do país. Segundo o advogado Giuffra disse ao tribunal na quinta-feira, a Volkswagen deverá ter algo mais definitivo a dizer em cerca de um mês, mas antes disso estaria proibida pelo próprio Departamento de Justiça de discutir qualquer aspecto das negociações. De acordo com o defensor, as conversas envolvem discussões em grupos de trabalho separados que incluem tópicos que vão desde ações técnicas para reparar os carros até a medição de danos causados ao meio ambiente. Até o momento a Volkswagen não conseguiu avaliar o custo exato que o escândalo trará, tanto que adiou a publicação do balanço de 2015 e a reunião anual de acionistas da companhia. Também na quinta-feira, um porta-voz da empresa na Alemanha informou que foi contratado um escritório de advocacia alemão para aconselhamento sobre as obrigações e custos que o grupo terá de arcar como resultado do escândalo de emissões.
Fonte: Automotive Business