Kia cobra alto pelo conforto da Grand Carnival

 Terceira geração da van familiar chega ao Brasil por R$ 244,9 mil
PEDRO KUTNEY, AB | De Itu SP
Conforto, tamanho, luxo, motorização… Tudo é grande na Kia Grand Carnival, inclusive o preço: a terceira geração da van familiar chega às concessionárias brasileiras da marca coreana por R$ 244,9 mil. Ainda assim, ainda é mais barata do que seu único concorrente reconhecido pela Kia no Brasil, a Chrysler Town&Country Limited importada do Canadá, com tabela de R$ 249,9 mil. A nova Carnival foi apresentada ao público brasileiro pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo em outubro de 2014, mas só agora foi colocada à venda aqui. Durante esse período foi sendo vendido o estoque da segunda geração do modelo, por preços em torno de R$ 180 mil. Por isso as vendas até agora estavam acima da principal concorrente: de janeiro a setembro foram vendidas 93 Carnival, contra 83 Town&Country. Segundo a Kia, devem existir ainda 30 unidades antigas em estoque e daqui para frente a concorrência fica mais igual em preço. Com esse valor, a expectativa é de vender não mais do que 180 Carnival por ano, praticamente a metade do volume de 2014, quando foram emplacadas 362 unidades da van, mas ainda assim bem à frente do rival da Chrysler. “Nosso produto estava desatualizado. A terceira geração da Carnival evoluiu muito e por isso é mais cara. O encarecimento do dólar também não permite fazer preço menor”, diz José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil. Segundo ele, com a cotação acima dos R$ 4 o preço pode até subir no ano que vem, pois os carros que estão sendo vendidos agora foram encomendados e pagos com o dólar em torno de R$ 3,20. “Essa diferença só vai chegar no mercado em janeiro de 2016”, afirma. BANHO DE LOJAA Kia de fato deu um banho de loja em sua van familiar, também bastante adequada para fretamento executivo de luxo. Com redesenho completo por fora e por dentro, a Grand Carnival subiu de nível. Por isso a Kia quer mudar a categoria do modelo, de minivan para CUV, sigla de Crossover Utility Vehicle, que designa veículos mais altos e espaçosos que misturam vários estilos. É verdade que o design externo ganhou em estilo e na cabine o cockpit mais se assemelha ao de um sedã premium – aliás tudo no modelo é bastante premium. Mas chamar a Carnival de crossover parece descabido para um veículo com portas traseiras laterais corrediças – mesmo que elas tenham acionamento elétrico – e comprimento de 5,1 metros. Por isso também não cabe chamar de minivan, pois o tamanho não é nada míni. Van familiar continua sendo mais adequado. A nova proposta da Grand Carnival, que deu um salto tecnológico em relação à antecessora, continua a atender às necessidades de famílias numerosas e empresas prestadoras de serviços de transporte executivo, mas com mais luxo. A van acomoda até oito pessoas, dois nos bancos dianteiros e seis atrás em duas fileiras de três assentos. Mas pode-se rebater o encosto central da fileira do meio para se viajar com conforto de xeique árabe, também garantido nos assentos de trás se ninguém for sentado no meio. Dá para levar muita bagagem no porta-malas de 960 litros, volume que sobe para 2,22 mil litros com a terceira fileira rebatida e para 4 mil litros se todos os bancos traseiros forem dobrados. A terceira geração da Grand Carnival traz sob o capô o valente motor V6 de 3.3 litros, com potência de 270 cv a 6.400 rpm, acoplado à transmissão é automática de seis velocidades, com opção de troca sequencial. É mais que suficiente para levar com acelerações vigorosas os ocupantes e as 2,77 toneladas de peso da van. É o mesmo powertrain do SUV Sorento, cuja terceira geração também está sendo lançada no Brasil junto com a Carnival leia aqui. O novo design, que deixou o modelo 2 centímetros mais baixo, com 1,74 m de altura, reduziu o
Fonte: Automotive Business